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#ecogastronomia: cultura alimentar para futuros sustentáveis

Por Carol Graciosa | Mestre em Educação Internacional e Intercultural com especialização em Mudanças Globais e Futuros Sustentáveis | Produtora executiva da iniciativa Olhar Saudável e do projeto Chefs na Feira
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Berg Silva | Fotógrafo Olhar Saudável

Como aprendemos a comer? A pergunta parece simples, mas não é. Nossas preferências vêm da forma como nos relacionamos com a comida desde a infância. Nosso paladar é formado não somente daquilo que nos é servido pela família, mas também por tudo o que nos cerca no mundo atual: desde o lanche da amiga da escola, passando pelas propagandas coloridas e atraentes, por tudo o que está disponível nas prateleiras de supermercados e pelas sensações que os alimentos nos trazem.

Para promovermos as práticas sustentáveis na produção alimentar, existe a necessidade de ampliarmos o debate sobre como nos alimentamos e refletirmos a respeito dos benefícios dos alimentos orgânicos e agroecológicos para a nossa saúde. Acredito que uma das melhores formas de tocar as pessoas é por meio da arte. E foi assim que nasceu a iniciativa ecogastronômica Olhar Saudável, com o objetivo de promover a produção sustentável e saudável no Rio de Janeiro por meio da fotografia e da valorização dos atores desta cadeia.

A primeira vez que ouvi falar em ecogastronomia foi para mudar de vez o rumo da minha profissão. Difundido pelo Slow Food – movimento iniciado na Itália nos anos 80 – o conceito defende que o alimento deve ser bom, limpo e justo para todos nós. Em outras palavras: ‘bom’ remete ao prazer cultural de nos alimentarmos; ‘limpo’, significa que deve ser produzido com práticas sustentáveis, sem prejuízo a nossa saúde e ao meio-ambiente; e ‘justo’, reforça as relações comerciais baseadas na economia solidária, que prioriza a valorização do ser humano, tanto com remuneração adequada para quem produz, quanto com valor acessível ao bolso do consumidor consciente.

Tudo começou quando conheci os consultores de gastronomia Joca Mesquita e Ciça Roxo durante um projeto para as Olimpíadas de 2016. Com eles surgiu a ideia de divulgar o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas por meio da cultura, para ampliar o debate, gerar reflexão sobre como nos alimentamos e assim incentivar a mudança de hábitos de consumo e assegurar mais saúde à sociedade. Dois anos depois o Olhar Saudável foi lançado e em 2019 vamos realizar o Chefs na Feira, que é um desdobramento da primeira iniciativa, que resultou numa bela publicação homônima ao projeto, repleta de fotografias que retratam o universo da ecogastronomia.

O projeto Chefs na Feira vem movimentar as feiras do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas com exposições itinerantes de fotografias do Coletivo Olhar Saudável. As ações visam divulgar os atores que promovem a qualidade de vida por meio da produção sustentável de alimentos e de relações comerciais mais justas reduzindo, desta forma, os impactos gerados pelas grandes indústrias. Elas são, também, uma forma de homenagear todos aqueles que lutam para defender os alimentos e a sociobiodiversidade brasileira.

Este ano o Rio de Janeiro sediou o 1º Fórum Latino-americano das Cidades Signatárias do Pacto de Milão. Entre os dias 28 e 31 de maio a cidade recebeu representantes de diversos países, que se comprometeram a reduzir as desigualdades, promover a sustentabilidade e fortalecer as tradições ligadas à cultura alimentar. Foram quatro dias de troca sobre segurança alimentar e nutricional. E fui convidada para fazer o lançamento do projeto Chefs na Feira durante o evento, no dia 30 de maio, com uma mesa redonda intitulada ‘A Gastronomia e os Desafios da Alimentação Contemporânea’.

Uma grande alegria e um privilégio fazer parte desta história.

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Uma versão deste artigo foi publicada no #PROJETOCOLABORA.

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[Vitória!] Lançamento do livro Olhar Saudável

O projeto Olhar Saudável teve início em 2016. Como fazer cultura no Brasil é para os fortes, já me considero vitoriosa. No dia 29 de novembro de 2018 lançamos o livro com as fotografias que ressaltam o importante trabalho dos agricultores familiares e também mostram o elo com os consumidores; evidenciando a importância desta cadeia de produção que leva à nossa mesa comida de qualidade, sem veneno, num modelo de comércio justo e solidário. Não é um projeto cultural qualquer. É um projeto com importante impacto socioambiental, pois os recursos com a venda dos livros impressos, no dia do lançamento, foram doados para o Instituto Maniva, para serem investidos em projetos para o fortalecimento da agricultura familiar orgânica. Outro lote de livros foi doado para servir de recompensa na campanha de financiamento coletivo do mesmo Instituto, que busca sustentabilidade financeira para se  manter. Muito orgulho de fazer parte desta história! Serei eternamente grata a Ciça Roxo, Joca Mesquita, José Cabral, Joyce Lima, Berg Silva, Teresa Corção, Lícia Marca, fotógrafos selecionados e membros da ABIO. Aos amigos e familiares que estiveram ao meu lado, um beijo amoroso. Um agradecimento especial à empresa patrocinadora ProOceano, na figura do amigo de juventude Júlio Pellegrini, que acreditou no projeto de olhos fechados e que possibilitou a abertura de portas importantes para o caminho que desejamos trilhar. Conheci pessoas maravilhosas e sensíveis ao longo deste processo e certamente mudei um pouco mais a minha essência. Para melhor. Aos que estiveram no lançamento, no dia 29 de novembro, às 19h, na Livraria Argumento do Leblon, o meu sincero agradecimento. Foi lindo demais! Que alegria e prazer trabalhar com o que se gosta!
Até breve! ❤️🐞📷

Atualizado em 04/04/2019

convite lancamento livro quadrado

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Instituto-e and Osklen adopt the carioca beach Prainha

Minha contribuição para o blog do Instituto-e em parceria com as pessoas do Around the World in 80 brands.

Enjoy!!

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Aprender a desaprender [ou chega de mais do mesmo]

Vou começar a mensagem com uma das minhas citações preferidas, que ouvi durante uma aula de Educação para a Sustentabilidade durante o mestrado na Flórida.

“Uma mudança de consciência, que é vital para a mudança de comportamento, é muito difícil de alcançar e exige o processo desafiador e lento de desaprender e reaprender.”
Professor Robert Farrell
Florida International University

Hoje fazendo minhas pesquisas dei de cara com o blog de quadrinhos do Gus Morais, que me fez lembrar imediatamente do Professor Farrell. Gus é ilustrador de revistas e livros para diversas editoras e atualmente ilustra as tiras da seção “Bytes de Memória” publicada no caderno TEC da Folha de São Paulo.

gusmorais

Vale a pena ler a tirinha inteira, que nos faz sentir o cansaço de ter mais do mesmo.

Educação para a Sustentabilidade é educar para um mundo mais justo. Ela envolve os pilares econômicos, sociais e ambientais. O ato de educar vem recebendo cada vez mais críticas, entre elas destaco a falência do processo de aprendizagem: escolas consideradas “máquinas de triagem” ou reprodutoras do status quo….  Elas deveriam ser ferramentas de transformação social e se transformaram em uma fábrica de força de trabalho. Força essa utilizada por governos para a busca incessante pelo poderio econômico no mercado globalizado – escravizando e sufocando talentos individuais – e até mesmo a Guerra. Estamos no Século XXI, mas a Educação ainda está nos moldes ultrapassados. Continuamos formando gerações para servir este sistema econômico massacrante e injusto.

E com pouca capacidade crítica e de transformação…

Que tal começarmos a desaprender?

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Minha pegada ecológica

O quanto seu estilo de vida demanda da Natureza?A “Pegada Ecológica” ou Ecological Footprint em inglês, é um indicador de sustentabilidade ambiental. O índice examina a dimensão dos impactos negativos que as atividades exercidas por nós causam junto às fontes naturais. Cada estilo de vida demanda uma certa quantidade de matéria e energia da Natureza, produz resíduos e provoca emissões de gases que desestabilizam o meio ambiente.

A organização sem fins lucrativos Center for Sustainable Economy disponibiliza no site http://www.myfootprint.org um teste para medirmos o impacto que causamos no meio natural. Além de mudarmos pequenos hábitos – o que já ajuda bastante – também podemos neutralizar nosso impacto investindo em projetos ambientais. Os projetos são diversos: recuperação florestal, projetos de geração de energia limpa (eólica, fotovoltaica, biomassa, solar e outras formas), aterros sanitários, entre outros. O teste também está disponível em português no site da WWW Brasil, mas como no momento a ferramenta está sendo reformulada, eles indicam o site da Global Footprint Network (GFN).

Fiz o teste há 3 anos atrás e descobri que se todos tivessem meu estilo de vida precisaríamos de mais 30% da Terra, (Ecological Footprint = 1.30) porque uma só não segura! Hoje repeti o teste e o resultado foi de 1.14, reduzi minha pegada em 47% nos últimos anos. Nada mal.

pegadaecologica

O resultado pode ser conferido clicando abaixo:
Quiz results: Ecological Footprint Quiz 

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Rio+20: Books on Sustainability

Descriptive Review*

Book

Plan B 4.0: Mobilizing to Save Civilization

by

Lester Brown

“The relationship between population and natural systems

 is a national security issue, one that can spawn

conflicts along geographic, tribal, ethnic, or religious lines”

Lester Brown

Lester Brown’s Plan B (2009) is about goals to stabilize climate and population, eradicate poverty and restore the earth’s damaged ecosystems. He does not focus on education, but on a change of the economy to move towards a path of sustainability. He thinks that governments should pay attention to two fundamental policy changes: restructuring taxes and reordering fiscal priorities. Brown says that the first political step to take action is to elect leaders who support positive environmental and social initiatives. And the first personal step is to pick an issue that is important and focus on educating yourself and others about it. The book is practical as it lays out a set of solutions.

Descriptive Review

Chapter 5 provides specific data on countries that are ahead on renewable energy.  It also gives general information about each of the energy types. According to Brown the shift to renewable sources of energy is moving at a pace and on a scale we could not imagine even two years ago. I was surprised to know that energy transition is under way. Plan B goal for developing renewable sources of energy by 2020 is to reduce worldwide net carbon dioxide emissions by 80% replacing all coal- and oil-fired electricity generation with renewable sources (wind, solar and geothermal energy). He says the shift is plausible, but we must do it in wartime speed.

Another chapter that caught my attention was chapter 7 on “Eradicating Poverty and Stabilizing Population”. The author cites “Bolsa Família”, a Brazilian program “that offers poor mothers up to $35 a month if they keep their children in school, have them vaccinated, and make sure they get regular physical checkups” (p. 169). As a Brazilian citizen, the issue here is that public services are chaotic in the country. To really increase health levels and for the program to be effective it is necessary that the Brazilian government provide more and better basic education, health services, welfare services and initiatives for inclusion in the labor market. The conditionalities can work as inducements but if the basic services are not offered, it does not make a real difference. Despite the popularity of the program, I consider it a palliative. It is necessary to adopt long-term measures to really end poverty and change the citizen’s life.

I read two articles recently that focused on how socioeconomic status can affect education. Tarabini’s (2010) text discoursed about education and poverty, while Marie et  al’s (2008) article discussed the roles of cultural identity and social disadvantage in educational achievement. I believe this is one more reason why poverty is on the top of the UN Millennium Development Goals. However, The Millennium Development Goals (MDGs) Report 2009 stated, “major advances in the fight against poverty and hunger have begun to slow or even reverse as a result of the global economic and food crises” (http://www.un.org/millenniumgoals/). The United Nations thinks the solution is to strengthen global cooperation and solidarity to reach the MDGs.

I truly rely on civic participation for the campaign to succeed. Unfortunately action is on the government’s hands, as Lester  Brown would reinforce “elect the right leaders”. There must be strong political commitment to really have a shift. I also believe that for a proposal like the United Nations’ MDGs to be fruitful, it should impose strict penalties against ‘violators’. A good example is the Kyoto Protocol. The Kyoto Protocol’s Compliance Committee decided to make the targets legally binding and enforceable. As Brown asserts poverty is inherited, he says that the solution to break the culture of poverty is education. Education has several impacts on eradicating poverty and stabilizing population. When female education rises, fertility falls. Basic education tends to increase agricultural productivity. And informing and educating the youth is more effective to conduct health campaigns to prevent diarrhea or AIDS, for instance.

Population growth and lack of resources, fertility rates and education, they are important issues for sustainable development and social justice. Brown thinks the most alarming trend in the world is population growth. Shrinkage of resources rises with population growth and is the main source of social tension leading to political tension, conflict, and social tragedy (Brown, 2009b). “The relationship between population and natural systems is a national security issue, one that can spawn conflicts along geographic, tribal, ethnic, or religious lines” (Brown, 2009b, para.11). All Plan B goals are connected, like the web of life. They are all social issues by nature and achieving them is achieving social justice. The actual economic model is the major villain of us all. As to Brown (2009) “Eradicating poverty is not only the key to population stabilization, political stabilization, and a better life, it also provides hope” (p. 242).

Brown suggests three models of social change: the catastrophic model, the gradual change model and the sandwich model of social change. I agree with the author that the sandwich model is the most attractive one. But if we do not awaken we will end up facing the catastrophic model. Since information is in the center of this big change Brown is addressing, I cannot help myself from interpreting his ideas into learning, learning, learning. He says we need to restructure the global economy immediately. And the most important thing we should do to start this is to get informed. Read about the social issues we have been facing and engage in social discussions.  If the jargon “think globally, act locally” is put into action, we can start the change. His analogy between World War II and the need for a change now is enlightening: “The United States completely restructured its economy within months once it decided to enter World War II, changing the course of the war. We, too, can change the world, but we need to start now”, Brown says.

I will graduate from my Master Degree in International/Intercultural Education wanting to change the World just like Lester Brown, at wartime speed. I started the courses last year in International and Multicultural Education and ended up falling in love with Global Change and Sustainable Futures. To know is to suffer, but more than that, knowledge inspires, sets us free and it is an addiction.

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* FLORIDA INTERNATIONAL UNIVERSITY /  COLLEGE OF EDUCATION / Miami, Florida / A paper submitted in partial fulfillment of the requirements of the course EDF 7937 to Professor Robert Farrell – Spring 2010

References

Brown, R. L. (2009b). When Population Growth and Resource Availability Collide. Earth Policy Institute. Retrieved September 18th, 2009 from http://www.earthpolicy.org/Books/Seg/PB3ch06_ss5.htm

Brown, Lester R. (2009). Plan B 4.0:  Mobilizing to Save Civilization.  Washington,

D.C.: Earth Policy Institute.

Marie, D., Fergusson, D. M., & Boden, J. M. (2008). Educational achievement in Maori: The roles of cultural identity and social disadvantage. Australian Journal of Education, 52(2), 183-196.

Tarabini, A. (2010). Education and poverty in the global development agenda: Emergence, evolution and consolidation. International Journal of Educational Development 30, 204-212.

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Rio+20: Fronteiras Verdejantes

Há dois anos atrás fui visitar uma amiga em Nova Iorque no mês de abril e conheci uma espanhola durante o vôo. Ela nos ouviu falando português e assuntou, pois estava aprendendo a nossa língua. No meio da conversa recomendou o musical Fela! (http://www.felaonbroadway.com/) e a recomendação foi tão apaixonada que nem titubeamos em conferir.

O musical conta a história verídica de Fela Kuti, o lendário ativista e músico Nigeriano que foi precursor do Afrobeat. Sua paixão inspirou uma geração inteira e continua inspirando. Influenciado por sua mãe Funmilayo Ransome-Kuti, professora e ativista política  pelos direitos das mulheres, desafiou um governo militar corrupto e opressor usando a música como instrumento de luta em favor da liberdade e dos direitos humanos.

Em uma de suas músicas, “Teacher Don’t Teach Me Nonsense”[1], Fela entoa “If good-u teacher teach-ee something”[2]. Pelo visto Fela concordaria com Mencken, o jornalista polêmico citado no post Rio+20: Pensando na Terra (#2): todas as escolas deveriam ser queimadas e os professores que com ela reproduzem o status quo, enforcados…

Fela! me fez refletir sobre Educação e o papel dos professores. A marketização da Educação (globalização, valorização de rankings, imposição de linearidade x organicidade, modelo educacional mecânico que fomenta o conformismo) nos afasta do que é realmente importante. E os professores se transformam em reprodutores do status quo.

O livro de Orr Earth in Mind  (2004) citado no último post – que fala sobre a necessidade de um novo currículo educacional nesta nova era, de uma mudança de pensamento para um mundo mais sustentável – chama atenção, no capítulo 7, para o fato de que nem os prédios acadêmicos são arquitetonicamente projetados para facilitar o aprendizado. Eles confinam, ao invés de libertar os alunos para experimentar o mundo e fazer as conexões necessárias para desenvolver a criatividade que a vida requer.

Assim como a publicação de Orr, o livro “Green Frontiers: Environmental Educators Dancing Away From Mechanism[3]” (2008), de Gray-Donald e Selby, também defende o iluminismo ambiental. O livro reúne ensaios de diversos autores, misturando histórias e experiências pessoais com conceitos, o que muito me agradou.

A primeira parte do livro, intitulada “What are our bearings?”[4], questiona o conceito de Educação Ambiental, declarando que experiências pessoais e outras formas de influências formativas são a verdadeira chave para despertar nas pessoas um comportamento positivo em relação à Natureza. Não a escolarização.

No capítulo “Narratives of Exploration”[5], Gray-Donald diz que acredita que exista uma variedade imensa de material sobre Educação Ambiental mundo afora (pág. 14).  Em diversas línguas. Eu não pude deixar de discordar ao fazer comparações com o Brasil. O próprio livro dele não está disponível nas livrarias brasileiras…

Além disso, muitos dos conceitos debatidos durante o curso eu não pude encontrar em português.  Não que aqui nós não damos a devida importância ao assunto, mas creio que o tema ainda esteja avançando devagar.

Os livros mais interessantes sobre ecologia e sustentabilidade não são traduzidos para o português, ou então não são nem vendidos. O material que encontro na rede é restrito aos textos acadêmicos.

O fato de a ecologia ter sido ligada aos ecochatos durante muito tempo também contribui para a falta de disseminação das ideias. O público em geral não tem acesso a conteúdo sério, de qualidade e com linguagem simplificada.

Até arrisco dizer que na América Latina a consciência pelos tópicos ambientais  é ainda menor do que na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália. Tanto que a Educação Ambiental ainda é muito fraca nos currículos escolares, principalmente nas escolas públicas.

E vista como assunto secundário.

Você sabia…

Que a mãe de Fela foi a primeira ativista feminina da Nigéria e a primeira mulher a dirigir um automóvel no país?


[1] Tradução livre – “Professor, não me ensine bobagens.”

[2] Tradução livre – “Se você é bom, professor, me ensine algo que preste.”

[3] Tradução livre – “Fronteiras Verdejantes: Educadores Ambientais Fora do Sistema”

[4] Tradução livre –  “Quais os nossos limites?”

[5] Tradução livre – “Narrativas da Exploração”

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Bibliografia:

Gray-Donald, James and David Selby. eds. (2008).  Green Frontiers:  Environmental Educators Dancing Away from Mechanism.  Rotterdam: Sense Publishers.

Orr, D. (2004). Earth in Mind. On Education, Environment, and the Human Prospect. Washington, D.C.: Island Press.

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