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O exato suficiente #amor #leitura #crônica

Não amo demais.

Amo o exato suficiente para despertar em você a dor do amor.

Com o sentimento exprimido te ofereço migalhas e te faço sorrir.

Falo de nossas frustrações como se fossem expectativas tolas.

Quero meu tempo só para mim e você, nem tanto assim.

Te machuco com o desprezo.

Te massacro com palavras. Sem pensar.

Justifico minha vontade de solidão.

Mas no fundo eu sei bem, que o que não sei mesmo é amar.

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Falácias e vidas despedaçadas #futilidade #vida #amor #medo #verdade #vítima #coragem

Falam, falam
E choram
Vítimas do mundo
mundanas
Coitadas, sempre sofridas
Chamam atenção e competem
Querendo ser sempre ouvidas
Passam por cima sem pesar
Pensam que se ocupar é amar
Esquecem-se das vísceras
Das premissas
Do caráter
E da própria carne
Engolem tudo
e enfiam tudo
Goela abaixo
E choram
E reclamam
Não acham que
estão por baixo
Pobres mundanas
Vítimas do mundo
Não sabem ainda o que é o castigo.

.:. Faiscador .:.

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.:. Um dos caminhos da falta .:. #amor #devaneio

A falta gera a busca. Um óbvio ululante diria Nelson Rodrigues. E seguindo na caminhada você acaba esbarrando em peças que vão formando o quebra-cabeça de seu existencialismo. A primeira peça? De William Kentridge, artista sul-africano. Um amigo fotografou e postou. A identificação foi imediata:

Screen Shot 2014-10-05 at 1.14.22 AM

Aí num dia nublado você encontra o print de cerca de 1 ano atrás. E separa. E edita. Os dias passam e você esbarra no print que está no desktop. Faz uma busca na internet. Encontra o blog www.thisisnthappiness.com. E a primeira postagem é uma pérola:

Make it happen

Aí você quer ver mais e vem uma pérola atrás da outra:

TalentBlood type

It's over

Shit

A expedição continua, e você dá de cara com isso:

Design Crush

Aí quer saber mais. Traduz e joga no Google. Encontra a tradução no Ursocongelado.

Busca

Dois ‘amigos’ curtiram a página. Um deles, completo desconhecido com interesses escrivinhantes como ponto em comum. A página do desconhecido amigo te guia até o www.blog-exestranhos.tumblr.com e você termina a busca do momento com a seguinte mensagem:

vida

Falta, logo eu busco.

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Inspiração: o mergulho no eterno AMAR

A inspiração é uma Deusa. Sim! Mulher Divindade.
Um mito para quem não tem a genialidade do sacrifício.
E escreve quando tocado.
Uma doença, que só cessa quando expurgada cada palavra profunda e carnal, que chega perto do que sente as entranhas.
 
A inspiração não é o amor, é o amar.
É a dor lancinante do prazer que o amor provoca.
No momento de gozo carnal profundo.
O amor é fraternal. Nunca é amputado.
Vira cama pronta, numa casa segura.
 
Já o amar é lascivo.
Não encontra terreno confortável.
Encontra obstáculos e abismos escuros.
É o beijo roubado sendo reprimido.
As palavras sussurradas no ouvido…
 
A troca de fluidos com hora para acabar.
O olhar proibido da despedida, sem que a presença deixe cada pedaço; até que a última gota da taça de veneno adormeça a psique de quem padece.
Não encontra solidão no mundo dos mortais.
Pois é a solidão da alma, mente e espírito.
 
A inspiração é o amor com desejar, não tendo.
Sem AMAR é impossível desenhar a mais linda peça.
É impossível seguir em frente no escrever.
Pois a inspiração é a Deusa do amar, mesmo que doa.
Mesmo que cale.
 
Divindade do amar, mesmo que longe.
Serva do sentimento, mesmo escondido em cada canto.
Porque ela não morre, assim como o amar não morre.
A imagem do mergulho no vazio sem querer saber. Se ladrilho ou água.
Sem querer que acabe. A inspiração é uma Deusa.
 

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