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Suspiros ao vento

urca

E o Rio de Janeiro guarda doces segredos.

Suspirou. Inspiração profunda. Lamento doce e melancólico de tristeza, desejo, amor e saudades. A vida seria menos colorida com a partida dele. Coração marcado a ferrete. Escrava dos sentimentos, implorava secretamente por um acontecimento qualquer que tirasse ela da condição de subjugada. No entanto caiu na real que o acontecimento era ela própria. Deixar o tempo resolver nunca fez brilhar seus olhos. Dona da sua vida, corre atrás do que quer ou foge do que não quer. O amor sempre foi o mais importante em sua existência. Sabia que sofreria um bocado por ser mais coração. Isso já estava traçado em sua trajetória terrena. E o amor engaiolado não tinha valor pra ela. O bom de amar é o exercício do sentimento. Gritar aos quatro ventos e fazer o amor crescer. Isso sim ela queria. Amor engaiolado é sofrimento. E nasceu para sorrir. A vida seria menos colorida certamente, mas as pipas estão soltas no céu.

Anaïs Nin — ‘Throw your dreams into space like a kite, and you do not know what it will bring back, a new life, a new friend, a new love, a new country.’

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Arquivado em Crônica, Prosa

Não é tentar #verso #poesia

Terê  Amar sozinho é desperdício
  Amor não é sacrifício
  Quero amar contigo, eu peço
  Se sozinha, me despeço
  E vou me encaminhar
  Pra sozinha me achar.

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Água ou o ladrilho do vazio?

Lindo trecho da poesia AMAR, do livro Máquina de escrever — Poesia reunida e revista de Armando Freitas Filho (Editora Nova Fronteira), que divido com você aqui no meu canto virtual:

Amar
é mergulhar de cabeça
sem saber nadar
sem saber de nada
ao seu encalço
numa piscina
como um camicase
pulando do último
do mais alto trampolim
de mim
                  sem asa-delta
salva-vidas, pára-quedas
sem perguntar
sem sequer pensar
se lá embaixo
vou encontrar água
ou o ladrilho do vazio?

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