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Milkshakes fabulosos e um eucalipto arco-íris, a árvore de muitas cores

Sabe aqueles lugares que você só conhece com locais? Pois é… Robert is Here é um deles. No caminho dos Keys da Flórida (Florida Keys) está Robert, em Homestead, área agrícola antes de chegar em Key Largo, a primeira parada da viagem.

“Key West é a cidade mais distante das Keys, uma cadeia de 822 ilhas baixas (cerca de 30 delas são habitadas) que se estende do sudoeste de Flórida, no continente, até o Golfo do México. Famosas por serem o ponto mais meridional dos Estados Unidos, a cidade é tropical não só na sua localidade física, mas na sua atitude, que combina elementos do Caribe, da América Latina e dos Estados Unidos, proporcionando uma cultura relaxada, descontraída, ao estilo de uma boa margarita”, informa o site DiscoverAmerica.com.

Fabulosos milkshakes saem de sua ‘barraca de frutas’, como ele chama a loja da fazendinha nas cercanias do Parque Nacional dos Everglades. E foi lá que, me deliciando com um milkshake de strawberry blueberry, fiquei sabendo da existência do eucalipto arco-íris. Quase não acreditei quando vi, mas é real: uma árvore com o tronco todo colorido, como se alguém tivesse pintado o sete nela.

“O eucalipto arco-íris  [Eucalyptus Deglupta]  tem o tronco revestido por uma fina casca marrom que se desprende conforme a árvore cresce, revelando novas cascas multicoloridas de incrível efeito ornamental. As nuances de verde, amarelo, roxo, azul, laranja e rosa, entre outros tons, se tornam marrons ao amadurecer e se desprendem expondo novas cores, o que faz do tronco um espetáculo mutante, sempre com um novo colorido.” (1)

“A árvore antes cultivada somente para o uso industrial da produção de papel tem sido amplamente difundida para o uso ornamental em jardins públicos e privados ao redor do mundo inclusive no Brasil.” (2)

Fontes:

(1) Ciprest Plantas Nativas e Exóticas

(2) Verde Vaso

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Miami não é South Beach

Então, odeia Miami por conta da superficialidade de South Beach?

Ou o destino para você significa escala para Orlando?

Pois bem, Miami pode ser muito, mas muito diferente do que é vendido pelas agências de viagens. A começar pelo evento de arte, Art Basel, que começou essa semana em Miami Beach (e arredores) no dia 06 e vai até amanhã.

Shepard Fairey & Obama

Eu tive a oportunidade de conferir de perto em 2009 no Design District, mas esse ano fiquei só paquerando na Web. O evento é incrível, tanto que eles chamam de ‘show’.

É como se o Arte de Portas Abertas de Santa Teresa se estendesse pelos bairros do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, com direito a grafitagem de muros e diversos tipos de instalações em diferentes espaços urbanos.

O clima é descontraído e delicioso. Quando eu fui tinha um terreno baldio todo trabalhado nos artistas famosos como Shepard Fairey, aquele que fez o famoso cartaz de Obama – que vc pode conferir na foto e na entrevista que não consigo incorporar clicando AQUI. Muito bom. Eu tenho um bocado de fotos, mas com essa vida nômade os arquivos ficaram no Rio.

Agora vamos ao que interessa: gastronomia. Esse ano estive nos arredores do Design District aproximadamente duas semanas antes do Art Basel começar; acompanhando meu namorado, Dan, numa reunião com o ex-candidato a Prefeito de Miami Beach Steve Berke. Eles se conheceram em Los Angeles durante uma filmagem e o Dan acabou fazendo a identidade gráfica da campanha dele. O cara é muito divertido, até porque é um jovem comediante inteligente; e por isso chamou atenção da mídia aparecendo no Miami News Times, Maxim’s e New York Times.

Meu vídeo preferido é o que ele fez com o apoio dos tenistas.

O encontro foi marcado num restaurante/deli no Design District que não conhecíamos: The Cheese Course. O lugar é uma gracinha e já é uma rede com 6 restaurantes na Flórida: Coral Springs, Midtown Miami (aonde fomos), Boca Raton, Pinecrest (a inaugurar), Halllandale e Weston. Todo no estilo francês, com alto padrão de qualidade, e mais de 150 tipos de queijos do mundo todo. Fora os vinhos.

Uma perdição.

A fachada

Quando cheguei fiquei doida. Quem me conhece sabe da minha obsessão por cardápios. Já decorei uma mesa inteira com colagens de cardápios diversos… E posso passar uma noite inteira lendo o tal menu. Acho que foi por isso que quando comecei a cozinhar a ‘coisa’ veio fácil. Tem um cantinho aqui que arquiva sem eu saber direito.

Escolhi logo a Burrata porque vi na vitrine que estava derretendo de macia – eu podia sentir a cremosidade na minha boca, uma tentação sem precedentes – acompanhada de um vinho da Alsácia que adorei: Helfrich vin d’Alsace Riesling. Mais mineral e muito leve. Acabamos tomando 2 garrafas.

Olhando as opções, fiz uma lista do resto. Das carnes: Prosciutto di Parma (meu predileto, disparado) & Spanish Serrano Ham (mais ‘chiclete’, mas não menos saboroso). Dos queijos: Taleggio (‘Washed Rind’) & Tete de Moine (Semi-Duro). Apesar de sempre ter amado taleggio, principalmente em risottos, tive que pesquisar o que ‘Washed Rind’ significava exatamente e lá vai uma pequena explicação: esse tipo de queijo é banhado numa mistura de água salgada com vinho, brandy ou bebidas alcóolicas locais, o que faz com que não forme uma casca dura, tornando-os mais macios (tradução livre).

Confira a fonte:

Washed rind cheeses are typically bathed in a wash of salted water, wine, brandy or local spirits, according to the traditions of each region. This washing helps to break down the curd from the outside, gradually becoming a part of the cheese, rather than just a skin. The washing process helps cheeses to retain moisture, and develop a powerful flavor. Through this process, the cheese becomes soft, thick and brilliant often reddish or yellowish. Washed rinds cheeses typically present a paradox, in that their colorful, often pungent rinds contrast with beautifully smooth and creamy interior.

O Dan escolheu a ricota trufada, que adorei o sabor, mas não parecia uma ricota na aparência. Ricota no meu entender é um queijo não coagulado e magro. Esse era tão amarelo, duro e delicioso que penso ser impossível de ser incorporado numa dieta…

Enfim, venceu o paladar! E a má impressão ficou por conta do Tiririca, lembrado pelo nosso querido ‘ex-futuro-candidato’ a Prefeito de Miami Beach, que sabia de um comediante brasileiro que ganhou as eleições…

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Outra dica imperdível é o restaurante peruano em Downtown Miami Ceviche 105. Eu sou metida à besta a dizer que faço um dos melhores ceviches do Brasil. Tive um professor de espanhol peruano que me ensinou a receita. Hoje em dia ele diz que ceviche que se presta não usa tomate  – porque vira salada – e nem pimentões (porém eu tenho certeza de que tenho a receita com a letra dele inserindo todas as cores de pimentões possíveis…).

Ceviche 105: delicioso, apesar de barulhento. Minhas primocas Regina e Monica nos levaram e adorei a degustação de ceviches e batatas peruanas (alô, Juba! você iria amar!). Só não gostei do drink Piscojito, que foi muito recomendado. Achei doce.

Passei logo para uma taça de vinho branco.

Até o próximo post :)

Ceviches deliciosos! (fonte: http://www.ceviche105.com)

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