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Faiscador Livremente e as Rimas que vêm do Ventre #poesia #poema #rima #leitura #amor #vida #texto #exposição

eurimo

Ontem ganhei do meu irmão o ‘Dicionário de Rimas da Língua Portuguesa’. Este post é uma homenagem. De mente livre, pensado em meu blog, hoje esporádico, Faiscador:

Perpetuando

A ousadia liberta a alma encarcerada
Livre-se de suas amarras
Seja você e ame a bondade
Nada mais importa, só sua existência
Abra as suas portas e janelas
Deixe-as escancaradas
Vivemos para encontrarmos nossa essência
Somos únicos
Não devemos nada ao outro que reclama
Cada um segue o seu rumo e a quem ama

.:. Faiscador .:.
12/01/09:58

Segue a rima, usando meu novo e maravilhoso dicionário extraordinário:

Perpetuando

A ousadia liberta a alma encarcerada
Como o corpo da pessoa guarda-chuvada
Em casa, suas amarras, portas e janelas
Pela chuva que cai com a existência delas
Bondade e segurança guardam e não importam
Encarceradas, moças jovens se entortam
Versos, livres, sempre em essência
Somos únicos, seres, sem advertência
Não devemos nada ao outro que reclama
Cada um segue o seu rumo e o de quem ama

.:. (?) .:.
23/01/01:18

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23 de janeiro de 2015 · 4:47

Checklist para o desapego virtual

Make a wish!!!!

 

* Quem vê Facebook não vê coração (http://faiscador.blogspot.com.br/2011/09/superexposicao-ou-emocao.html)
* Coragem é coisa que quando dá fica
* O que o coração não sente os olhos, com o tempo, esquecem
* Ousadia, definitivamente, não se compra na esquina (Febre do Rato, O filme / http://www.facebook.com/febredoratofilme)
* De uma maneira ou de outra, a exposição sempre queima o filme #ISO_feelings
* Assuma o papel de sujeito ativo de sua narrativa e alivie a ação sofrida
* Não esqueça: quem só lê o lide nunca vai alcançar o que está nas entrelinhas

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Arquivado em Crônica, Impressões

Hoje é dia de conto!

Às quartas o Faiscador posta na Oficina Compartilhada.

Boa leitura!

Em busca de vestígios

João 8:7 = E, como insistissem, perguntando-lhe,
endireitou-se, e disse-lhes:
Aquele que de entre vós está sem pecado
seja o primeiro que atire pedra contra ela.
Minha cabeça cai num abismo e uma das outras assume o controle. Quem é essa? Me pergunto no dia seguinte… Tento buscar alguma fagulha de pensamento no fundo do poço e só o que vem é a frase do pobre coitado, pensando alto “Você é muito linda, o beijo que você me deu…”.
É claro que ele não estava entendendo nada. Eu também não estava…
O que uma garota como eu estaria fazendo com aquele estranho num motel barato da Praça Mauá? Provavelmente fugindo. De mim… Dele…
A primeira vez tinha classe. Acordei em Laranjeiras, piano ao longe… Longe?!?!? Não!! Bem perto. Ele parou de tocar, disse que tinha café, e eu atordoada só conseguia dizer que estava atrasada – e estava mesmo, era a estréia do meu primeiro projeto solo. Quando eu voltei do banheiro ele perguntou:
– Você perdeu alguém?
– A gente vive perdendo, né?
– Ontem você estava correndo risco de vida…
– Você é um anjo… Como é que eu faço pra ir embora?
– Você está em Laranjeiras, é só descer.
– Obrigada…
– Tchau….

Podia ser pior, e acabou sendo. Praça Mauá, sem o menor vestígio de memória. Eu já perdi alguém e deste jeito vou acabar me perdendo também.

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Dia de prosa

Hoje é quarta-feira, dia de conto na Oficina Compartilhada e o Faiscador contribui com sonhos:

Top Dream

Essa semana tive um monte de gente do passado pipocando nos meus sonhos. Eu nunca achei que meus sonhos tivessem significado prático algum. Às vezes sonho algo relacionado ao que pensei ou vivenciei durante o dia, o que é quase uma auto indução. Outras, fantasmas enterrados surgem do abismo silencioso sem aviso prévio.

E nesse vai e vem de vivos mortos o que acaba acontecendo é que no meio do dia você se lembra do sonho e acaba filosofando um pouco mais sobre sua vida – o que na maioria das vezes é uma perda de tempo. O top dream da semana foi o o casamento simbiótico com a pessoa que eu mais amei na vida. Mais do que a mim mesma, e por isso deu no que deu.

Em vez de sermos duas pessoas inteiras se relacionando, viramos duas meias pessoas com projeções. E o que antes era um casal, virou uma pessoa só. Mais ou menos isso. Acontece com a maior parte dos casais em maior ou menor grau, e no meu caso o grau foi extrapolado. Calamidade privada na certa. Uma tristeza.

Acabei buscando, mais uma vez, informação sobre relacionamentos simbióticos e achei um blog muito interessante. Lá, a doutora dizia que tem solução, embora afirme que seja mais fácil falar do que fazer. “Mas é só achar dentro da gente aquele lado que está perdido e recuperá-lo. Voltarmos a sermos um indivíduo por inteiro.”, afirma a médica.

E nesse momento existencialista cheguei à conclusão que nossos momentos de amantes eram mais sinceros. Ele estava comigo, eu estava com ele. E não havia mais nada lá fora. A partir do momento em que nos tornamos além de amantes, sócios, marido e mulher, além de melhores amigos e ‘parceiros no crime’, a coisa desandou.

É… Não dá pra ter tudo na vida…. Já dizia o sábio… E num relacionamento, não dá para ser tudo um do outro. Tem que, primeiro, ser inteiro.

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