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Inteligência Emocional nas #escolas: Programa Amigos do Zippy comemora 5 anos na Cidade Maravilhosa #SaúdeEmocional #educação

Neste segundo semestre tive o enorme prazer de conhecer de perto o Programa Amigos do Zippy, realizado no Brasil pela ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças. Fui contratada para fazer o boletim que comemora os cinco anos dos multibenefícios do Amigos do Zippy no Rio de Janeiro. Após entrevistas, pesquisas e participação nas aulas de duas escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – CIEP Presidente João Goulart [Ipanema] e E. M. O’Higgins [Bangu] – apresento os resultados. Gostaria de registrar um agradecimento especial à professora Ana Rosa Dourado, da escola O’Higgins. Ana Rosa começou como merendeira e hoje é uma professora dedicada e apaixonada. Me emocionei ao ver o carinho com que ela conduz a sala de aula. Professores como ela me fazem acreditar num futuro melhor para as crianças. As fotos são da Ana Carvalho.

Boa leitura!

Inteligência Emocional nas escolas:
Programa Amigos do Zippy comemora cinco anos na Cidade Maravilhosa e vai muito além da Mediação de Conflitos

Atividades socioemocionais são reivindicadas para redesenhar o currículo escolar comum

O estresse atinge a todos nós com intensidades diferentes e refletem a forma como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. Quando os sentimentos são desagradáveis, é preciso reconhecer as emoções e identificar alternativas para lidar com as situações que se apresentam. É exatamente isso que a Associação pela Saúde Emocional das Crianças (ASEC) faz no Brasil desde 2004 e no Rio de Janeiro há cinco anos, com o programa Amigos do Zippy (AZ).
“Se crianças pequenas aprenderem a lidar com dificuldades elas serão mais aptas a lidar com problemas e crises na adolescência e na idade adulta”. Esta é a base do Amigos do Zippy, que vale sempre ser relembrada.
Quando o AZ chegou ao Rio, em 2009, pouco se falava sobre trabalhar a Educação Socioemocional nas escolas. O programa da ASEC veio levantar o tema de desenvolver de forma S.A.F.E. (modelo Sequenciado/Ativo/Focado/Explícito, características para atingir o os resultados com êxito) as habilidades emocionais e sociais em crianças cariocas que, como toda e qualquer criança do Séc. XXI está sujeita ao stress, a violência sendo, em muitas comunidades, vítima da desigualdade social.
Hoje, 101 escolas de todas as Coordenadorias Regionais de Educação do Município do Rio de Janeiro (CREs) já foram envolvidas e cerca de 15 mil crianças e 425 educadores da rede municipal da cidade foram beneficiados. Este número cresce se computamos a participação de educadores dos município de Petrópolis, além de São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Niterói que, isoladamente em entidades beneficentes ou com escolas, participaram ao longo destes cinco anos.

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Profa. Ana Rosa, da E. M. O’Higgins, Zona Oeste do Rio de Janeiro

Além disso, o tema ganhou pauta e é debatido amplamente para integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNC) como parte das habilidades fundamentais para a formação do ser humano. Tem sido um sucesso multiplicar a capilaridade do AZ, o programa saiu na frente somando conquistas, mas ainda é preciso muito trabalho para continuar contribuindo com a melhoria da qualidade do ambiente escolar e, assim, beneficiar cada vez mais crianças.
Segundo a Prof. Jurema Holperin , Subsecretária de Ensino da SME-RJ “A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro acompanha os avanços internacionais de programas e projetos ligados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais e uma série de ações na Secretaria lidam com essa questão tão atual”. Ela considera bastante importante, no caso do AZ, ter conseguido estabelecer uma continuidade no trabalho:

 

“Esse diferencial é muito especial, pois temos trabalhado algumas ações isoladas, sem a forma sequencial e estruturada oferecida pelo Amigos do Zippy.”

Ela acredita que o programa Amigos do Zippy têm uma ação direta nas unidades do Programa Escolas do Amanhã, pois essas escolas estão em áreas de risco, onde a violência é maior e os alunos estão mais vulneráveis. Sendo assim, o AZ contribui diretamente para minimizar os conflitos nas escolas, com ações preventivas e curativas, proporcionando um ambiente escolar mais saudável.”

Metodologia de capacitação reconhecida pelo Ministério da Educação
Com o objetivo de ensinar as crianças a lidar com suas dificuldades e, assim, melhorar a aprendizagem, o programa foi criado por uma equipe multidisciplinar da organização internacional Partnership for Children e a metodologia traduzida e adaptada ao contexto brasileiro pela ASEC.
A metodologia de capacitação dos educadores foi reconhecida pelo MEC, em 2013, e passou a fazer parte do Guia de Tecnologias Educacionais da Educação Integral e Integrada e da Articulação da Escola com seu Território.
Com o título “Educação Emocional através do Programa Amigos do Zippy”, a tecnologia educacional foi enquadrada na área de ‘Direitos Humanos em Educação’ e ‘Promoção da Saúde’, com o objetivo principal de:

“… capacitar os professores para realizarem a mediação segura das relações interpessoais de sala de aula, com vistas à construção e manutenção de ambiente favorável à convivência e à aprendizagem dos alunos.” [Guia de Tecnologias Educacionais da Educação Integral e Integrada e da Articulação da Escola com seu Território 2013/MEC, pág. 21]

Sobre o reconhecimento, a coordenadora de capacitação do AZ, Miriam Guimarães, completa que o MEC destacou que “o programa instrumentaliza o professor para atuar na promoção da Saúde Emocional de forma autônoma e transversal, alavancando o processo de aprendizagem de seus alunos.”

Também em 2013, a ASEC recebeu da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo o ‘Certificado de Entidade Promotora de Direitos Humanos’. Hoje, referência no Brasil neste tipo de capacitação, já beneficiou a vida de 250.000 crianças e de 6.000 educadores, de 6 estados e 45 municípios brasileiros.
Segundo Miriam Guimarães, os professores são acompanhados durante o ano todo pelos monitores que têm encontros de formação continuada periódicos e ainda têm apoio de outros monitores que ficam disponíveis em rede de relacionamento que se forma nos grupos que estão sendo capacitados .
“Os professores registram melhoria no relacionamento com os alunos, comentam que conhecem melhor suas crianças e que mudam posturas de “crítica” para a de apoio e estímulo aos alunos com dificuldades. Sentem-se mais capazes de lidar com situações de conflito em sala, com uma ação orientadora e facilitadora para as crianças; aprendem a estimular a autonomia de seus alunos e assim, sentindo-se mais preparados, o desconforto e angústia dos professores diminui”, declara a coordenadora.
Reconhecimentos como esses são essenciais para dar visibilidade aos resultados alcançados até agora com o AZ e consolidar a imagem da ASEC como uma entidade comprometida. E, assim, conquistar parcerias cada vez mais sólidas, para ampliar o programa e levar os benefícios da educação socioemocional às crianças.

Reconhecer emoções para resolver conflitos
Em Ipanema, no alto de um dos prédios de 26 andares do Complexo Rubem Braga, que atende as Comunidades de Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está o CIEP Presidente João Goulart, da Secretaria Municipal de Educação. É no CIEP que funciona a Escola Municipal de mesmo nome, além do Espaço Criança Esperança, uma conceituada academia de boxe e diversos cursos profissionalizantes.
A professora Tania Regina pede que os alunos do ensino fundamental da turma 1401 peguem seus crachás. Neles estão escritos os nomes que as crianças gostariam de ser chamadas durante a dinâmica do programa Amigos do Zippy: Maradona, CR7, Guigui, Barbie…

Tia Taninha, como a professora é chamada durante o encontro com Zippy, começa a interação com uma música feita por uma das crianças:

Somos todos amigos do Zippy
Por isso ele é um bom companheiro
Zippy é um bom companheiro
Ninguém pode negar

Às vezes a timidez atrapalha uma ou outra participação, mas basta um olhar carinhoso da “Tia”, seguido de palavras de incentivo, para a criança se soltar. A dinâmica segue com contação de histórias e debate sobre como os personagens podem agir nas situações apresentadas. O programa ensina a abrir o “leque de opções” para as crianças escolherem a melhor estratégia para o momento.

“Usamos bonecos de papel para um dos trabalhos de grupo e muitas vezes a criança transfere sentimentos próprios ou de pessoas conhecidas para o personagem, facilitando o reconhecimento das emoções que estão represadas e que precisam ser trabalhadas”, conta a professora capacitada pelo Amigos do Zippy.

Tania Regina conta que a sala de aula de 32 alunos está sempre cheia – na ocasião somente dois estudantes estavam ausentes. Segundo a professora, com todas as dificuldades que a comunidade escolar enfrenta, o programa AZ contribui e muito com a queda na evasão escolar e na melhora dos resultados acadêmicos.

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Tia Taninha e seus alunos na aula do Zippy

Em visita recente a duas escolas do Rio de Janeiro, Jeppe Kristen Toft, da Dinamarca, um dos participantes do desenvolvimento do Amigos do Zippy menciona:

 

“Há cerca de 17 anos atrás eu era parte da equipe que fazia a introdução do Amigos do Zippy para as crianças e as escolas ao redor do mundo. Hoje fico muito feliz em ver que o programa está vivo e próspero não apenas na Europa, Ásia e também na América do Sul, no Brasil e no Rio de Janeiro!
Sabemos que as crianças de todo o mundo precisam basicamente das mesmas habilidades socioemocionais a fim de crescerem saudáveis. Fico emocionado ao ver como os professores, de diferentes partes do mundo, são capazes de extrair um aprendizado partindo do mesmo material e ajudar as crianças no desenvolvimento dessas habilidades aplicadas ao seu contexto socioeconômico e cultural.
Eu me senti muito privilegiado por visitar duas das escolas, de áreas vulneráveis do Rio de Janeiro, onde o programa está em execução. Vi alunos e professores interagirem com conceitos emocionais complexos e pude ver as crianças serem capazes de se expressar em um ambiente saudável, honesto e de aceitação. Isso é necessário para as crianças de todo o mundo, especialmente em locais com recursos limitados. Desejo que muito mais crianças possam, ainda, ser beneficiadas”.

Saúde mental e desempenho acadêmico
A saúde mental é um campo que vem se desenvolvendo desde meados do século XX. Entre 1995 e 2000 o chileno Juan Casassus participou de uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) em 14 países, incluindo o Brasil, sobre a qualidade da educação na América Latina (Entrevista com Juan Casassus, Revista Nova Escola, Edição 218, dezembro/2008).
O estudo resultou na publicação intitulada ‘A Escola e a Desigualdade‘ e analisou fatores que favorecem o bom desempenho escolar. O aspecto que mais chamou a atenção foi a escola ter um ambiente emocional adequado, fruto do bom relacionamento dentro da sala de aula.
A professora Barbara Scofano, da Escola Municipal Embaixador Ítalo Zappa e tutora do AZ, acredita que o ambiente emocional saudável promovido pelo programa favorece o aprendizado.

“Ao trabalhar as questões afetivas, na medida em que o programa possibilita trabalhar o emocional com maior autonomia, o sujeito amplia suas possibilidades, uma vez que aquelas dificuldades que interferem na atenção são elaboradas, favorecendo a autoestima e a segurança emocional desse aluno. Quando o aluno trabalha suas dificuldades com autonomia, ele se torna autônomo também para sua aprendizagem, isso garante um suporte para a vida adulta, onde este adulto terá maiores ferramentas para resolver suas questões socioemocionais.”, afirma a docente.

O conceito de saúde mental, ainda em progresso, incluiu a promoção do desenvolvimento emocional e social de crianças e jovens, proporcionando uma vivência mais saudável e positiva como um todo. Ao invés de focar em um ‘problema específico’, deve-se desenvolver recursos internos nas crianças, para que elas saibam como agir diante de situações difíceis.
A Unicef lançou, em 2012, o material ‘Competências para a vida : Trilhando Caminhos de Cidadania‘ para incentivar a implementação de ações focadas nos adolescentes brasileiros. Ações que apoiem o desenvolvimento integral dos meninos e meninas, contemplando sua diversidade, ao invés de enxergá-los sempre como problema. Uma das partes do material (Parte II, pág.14) trabalha as competências para a vida: formação de identidade, interatividade e construção da autonomia.
O AZ começa a trabalhar os aprendizados atitudinais relacionados a 2 dos 4 pilares da Educação no Século XXI antes mesmo da adolescência: ‘Aprender a Ser’ e ‘Aprender a Conviver, que fazem parte do relatório Educação: Um tesouro a descobrir (Unesco, 2010). As atividades do programa estão diretamente ligadas às competências relacionadas ao conteúdo do material da Unicef, com o diferencial de serem formatadas para crianças de seis a sete anos de idade.
Esses recursos são valiosíssimos para todas as crianças, especialmente aquelas que são educadas em áreas de conflito. Diversos estudos já comprovaram que alunos de escolas localizadas em regiões violentas normalmente têm pior rendimento escolar. Em série publicada no Globo em junho do corrente (‘Educar em áreas de conflito’), o jornal mostra as dificuldades e soluções aplicadas pelas escolas para suavizar o problema.
O programa AZ é citado como estratégia de sucesso na melhor escola pública do Rio, a Escola Municipal Haydea Vianna Fiúza de Castro, localizada na Favela do Aço, no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste da cidade. Na região, milicianos estão em constante confronto com traficantes de comunidades vizinhas e a violência impacta o cotidiano de alunos e professores.
O primeiro ciclo do ensino fundamental da escola conquistou, em 2013, a média 8,7 no Ideb, o principal indicador de qualidade de ensino do MEC. Para alcançar o resultado, a professora Maria Lúcia de Oliveira conta ao jornal que foi capacitada pelo programa Amigos do Zippy, para poder trabalhar o lado emocional das crianças para que elas enfrentem os frequentes conflitos externos ou domésticos com mais facilidade.

Atividades socioemocionais são reivindicadas para o currículo escolar comum e aquecem debate da Base Nacional Comum Curricular (BNC)
Em setembro deste ano o repórter Eduardo Vanini, do Globo, fez a cobertura da segunda edição do Seminário Educação 360, que aconteceu de 11 a 12 de setembro do corrente no Rio de Janeiro. Um dos temas que foi debatido no evento foi a inserção de habilidades como equilíbrio emocional e trabalho em equipe no currículo escolar.
Especialistas defendem que atividades de cunho socioemocional são imprescindíveis para que os alunos saibam se relacionar, trabalhar em grupo e controlar as emoções. É preciso combinar as habilidades tradicionais aos tópicos socioemocionais, que representam o que as crianças precisam para ter sucesso não só acadêmico, mas na vida.
Sobre a importância da inserção da Educação Socioemocional na BNC, a diretora Cristina Maria, da E. M. Raul Riff, participante do AZ, declara que:

“seria uma conquista social, pois é crucial para encontrarmos um entendimento nacional em torno do que é importante no processo de desenvolvimento dos estudantes brasileiros na educação básica”

No mesmo sentido, o Ministério da Educação (MEC) considera um dos desafios contemporâneos da educação brasileira a ampliação do tempo, dos territórios e das oportunidades educacionais nas escolas para garantir e qualificar a aprendizagem dos alunos na perspectiva da Educação Integral e Integrada.
O modelo de educação infantil na Finlândia, por exemplo, defende a aprendizagem focada nos jogos e nas brincadeiras. Os finlandeses acreditam que é desta forma que as crianças podem expandir os seus potenciais tanto para desenvolver a linguagem e para aprender a fazer contas quanto para conviver com os outros de forma positiva.
Nas atividades do Programa Amigos do Zippy, explica a coordenadora Miriam Guimarães, “os jogos e brincadeiras têm seu papel e são construídos com o objetivo constante de valorização da diversidade de ideias e opiniões, buscando e propondo a ação colaborativa das crianças, com foco na apreciação das diferenças, no conceito de que em grupo somos melhores e que cada um tem algo a contribuir, sem a necessidade de um superar o outro, mas sim superar a si mesmo e contribuir com o todo.”
Escolas públicas em diversos estados do Brasil já desenvolvem um currículo que abrange autoconhecimento e sociabilidade como parte do ciclo complementar opcional da Educação Integral e Integrada – conteúdos e instrumentos de políticas dos Programas Mais Educação e Programa Saúde na Escola do Ministério da Educação (MEC).

“Quando a Educação Socioemocional entrar no currículo comum, uma grande discussão será aberta e ampliada nas universidades, que hoje já refletem sobre esses aspectos na chamada Educação Integral. A busca por práticas exitosas terá espaço e os professores contarão com melhor preparo em sua formação, que, apoiada num modelo educacional do Séc. XVIII que não serve mais, exige claramente outras abordagens pedagógicas”, declara Guimarães.

Em 16 de setembro deste ano, quando o MEC lançou o documento preliminar da BNC, foi aberto o debate público sobre o que cada estudante deve aprender a cada ano letivo. Após a consulta pública com sugestões que são enviadas pelo site da BNC, o texto será submetido ao parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE).
A meta é concluir o processo até junho de 2016, prazo definido pelo Plano Nacional de Educação em 2014. O texto preliminar redigido pelo MEC busca a padronização de pelo menos 60% do currículo e vai reformular o ensino para todos os alunos das 190 mil escolas da Educação Básica no país.
Como forma de diminuir as desigualdades no país, instituições como a ASEC estão reunindo esforços para inserir na BNC as competências do século 21, entre elas as atividades socioemocionais, para garantir maior conexão entre o que se aprende na escola e as habilidades que os alunos precisam para perseguir seus projetos pessoais.
“Integrar a Educação Socioemocional na BNC significaria uma conquista para a ASEC, que vem buscando e trabalhando por essa inserção há mais de 10 anos . A contribuição da ASEC é disponibilizar metodologias de ensino que ofereçam resultados reais para as crianças, como por exemplo o Programa Amigos do Zippy que tem reconhecimento internacional na área e está em 30 países no mundo”, destaca Miriam Guimarães.
No Brasil, isso significa a possibilidade concreta de obtermos uma sociedade com mais recursos para lidar com seus conflitos e diferenças, de forma positiva, solidária e inclusiva. Termos uma sociedade mais humanizada, sem a necessidade da violência como única reação à divergência ou adversidade. “Não se tira a violência sem oferecer instrumentos que a substituam como recurso”, afirma a coordenadora.

BCN – O texto preliminar, elaborado pelo MEC, afirma que é essencial trabalhar na Educação Infantil experiências de aprendizagem que permitam que as crianças interajam com pessoas, objetos e situações, atribuindo-lhes um sentido pessoal, promovendo, assim, uma melhor apropriação dos conteúdos relevantes.

Amigos do Zippy – O programa não só promove dinâmicas que ensinam os pequenos a lidarem com as dificuldades do dia a dia, a identificarem seus sentimentos e conversarem sobre o que estão sentindo para lidarem melhor com as situações, como incentiva-os, também, a interagir de maneira saudável e a buscar e oferecer apoio quando necessário, a pensar por si mesmos, estimulando um comportamento solidário e expandindo sua capacidade emocional, social e de aprendizagem.

Para ler a versão publicada pela ASEC: Boletim 5 anos de Amigos do Zippy no Rio de Janeiro.

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