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Inteligência Emocional nas #escolas: Programa Amigos do Zippy comemora 5 anos na Cidade Maravilhosa #SaúdeEmocional #educação

Neste segundo semestre tive o enorme prazer de conhecer de perto o Programa Amigos do Zippy, realizado no Brasil pela ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças. Fui contratada para fazer o boletim que comemora os cinco anos dos multibenefícios do Amigos do Zippy no Rio de Janeiro. Após entrevistas, pesquisas e participação nas aulas de duas escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – CIEP Presidente João Goulart [Ipanema] e E. M. O’Higgins [Bangu] – apresento os resultados. Gostaria de registrar um agradecimento especial à professora Ana Rosa Dourado, da escola O’Higgins. Ana Rosa começou como merendeira e hoje é uma professora dedicada e apaixonada. Me emocionei ao ver o carinho com que ela conduz a sala de aula. Professores como ela me fazem acreditar num futuro melhor para as crianças. As fotos são da Ana Carvalho.

Boa leitura!

Inteligência Emocional nas escolas:
Programa Amigos do Zippy comemora cinco anos na Cidade Maravilhosa e vai muito além da Mediação de Conflitos

Atividades socioemocionais são reivindicadas para redesenhar o currículo escolar comum

O estresse atinge a todos nós com intensidades diferentes e refletem a forma como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. Quando os sentimentos são desagradáveis, é preciso reconhecer as emoções e identificar alternativas para lidar com as situações que se apresentam. É exatamente isso que a Associação pela Saúde Emocional das Crianças (ASEC) faz no Brasil desde 2004 e no Rio de Janeiro há cinco anos, com o programa Amigos do Zippy (AZ).
“Se crianças pequenas aprenderem a lidar com dificuldades elas serão mais aptas a lidar com problemas e crises na adolescência e na idade adulta”. Esta é a base do Amigos do Zippy, que vale sempre ser relembrada.
Quando o AZ chegou ao Rio, em 2009, pouco se falava sobre trabalhar a Educação Socioemocional nas escolas. O programa da ASEC veio levantar o tema de desenvolver de forma S.A.F.E. (modelo Sequenciado/Ativo/Focado/Explícito, características para atingir o os resultados com êxito) as habilidades emocionais e sociais em crianças cariocas que, como toda e qualquer criança do Séc. XXI está sujeita ao stress, a violência sendo, em muitas comunidades, vítima da desigualdade social.
Hoje, 101 escolas de todas as Coordenadorias Regionais de Educação do Município do Rio de Janeiro (CREs) já foram envolvidas e cerca de 15 mil crianças e 425 educadores da rede municipal da cidade foram beneficiados. Este número cresce se computamos a participação de educadores dos município de Petrópolis, além de São Gonçalo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Niterói que, isoladamente em entidades beneficentes ou com escolas, participaram ao longo destes cinco anos.

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Profa. Ana Rosa, da E. M. O’Higgins, Zona Oeste do Rio de Janeiro

Além disso, o tema ganhou pauta e é debatido amplamente para integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNC) como parte das habilidades fundamentais para a formação do ser humano. Tem sido um sucesso multiplicar a capilaridade do AZ, o programa saiu na frente somando conquistas, mas ainda é preciso muito trabalho para continuar contribuindo com a melhoria da qualidade do ambiente escolar e, assim, beneficiar cada vez mais crianças.
Segundo a Prof. Jurema Holperin , Subsecretária de Ensino da SME-RJ “A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro acompanha os avanços internacionais de programas e projetos ligados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais e uma série de ações na Secretaria lidam com essa questão tão atual”. Ela considera bastante importante, no caso do AZ, ter conseguido estabelecer uma continuidade no trabalho:

 

“Esse diferencial é muito especial, pois temos trabalhado algumas ações isoladas, sem a forma sequencial e estruturada oferecida pelo Amigos do Zippy.”

Ela acredita que o programa Amigos do Zippy têm uma ação direta nas unidades do Programa Escolas do Amanhã, pois essas escolas estão em áreas de risco, onde a violência é maior e os alunos estão mais vulneráveis. Sendo assim, o AZ contribui diretamente para minimizar os conflitos nas escolas, com ações preventivas e curativas, proporcionando um ambiente escolar mais saudável.”

Metodologia de capacitação reconhecida pelo Ministério da Educação
Com o objetivo de ensinar as crianças a lidar com suas dificuldades e, assim, melhorar a aprendizagem, o programa foi criado por uma equipe multidisciplinar da organização internacional Partnership for Children e a metodologia traduzida e adaptada ao contexto brasileiro pela ASEC.
A metodologia de capacitação dos educadores foi reconhecida pelo MEC, em 2013, e passou a fazer parte do Guia de Tecnologias Educacionais da Educação Integral e Integrada e da Articulação da Escola com seu Território.
Com o título “Educação Emocional através do Programa Amigos do Zippy”, a tecnologia educacional foi enquadrada na área de ‘Direitos Humanos em Educação’ e ‘Promoção da Saúde’, com o objetivo principal de:

“… capacitar os professores para realizarem a mediação segura das relações interpessoais de sala de aula, com vistas à construção e manutenção de ambiente favorável à convivência e à aprendizagem dos alunos.” [Guia de Tecnologias Educacionais da Educação Integral e Integrada e da Articulação da Escola com seu Território 2013/MEC, pág. 21]

Sobre o reconhecimento, a coordenadora de capacitação do AZ, Miriam Guimarães, completa que o MEC destacou que “o programa instrumentaliza o professor para atuar na promoção da Saúde Emocional de forma autônoma e transversal, alavancando o processo de aprendizagem de seus alunos.”

Também em 2013, a ASEC recebeu da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo o ‘Certificado de Entidade Promotora de Direitos Humanos’. Hoje, referência no Brasil neste tipo de capacitação, já beneficiou a vida de 250.000 crianças e de 6.000 educadores, de 6 estados e 45 municípios brasileiros.
Segundo Miriam Guimarães, os professores são acompanhados durante o ano todo pelos monitores que têm encontros de formação continuada periódicos e ainda têm apoio de outros monitores que ficam disponíveis em rede de relacionamento que se forma nos grupos que estão sendo capacitados .
“Os professores registram melhoria no relacionamento com os alunos, comentam que conhecem melhor suas crianças e que mudam posturas de “crítica” para a de apoio e estímulo aos alunos com dificuldades. Sentem-se mais capazes de lidar com situações de conflito em sala, com uma ação orientadora e facilitadora para as crianças; aprendem a estimular a autonomia de seus alunos e assim, sentindo-se mais preparados, o desconforto e angústia dos professores diminui”, declara a coordenadora.
Reconhecimentos como esses são essenciais para dar visibilidade aos resultados alcançados até agora com o AZ e consolidar a imagem da ASEC como uma entidade comprometida. E, assim, conquistar parcerias cada vez mais sólidas, para ampliar o programa e levar os benefícios da educação socioemocional às crianças.

Reconhecer emoções para resolver conflitos
Em Ipanema, no alto de um dos prédios de 26 andares do Complexo Rubem Braga, que atende as Comunidades de Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está o CIEP Presidente João Goulart, da Secretaria Municipal de Educação. É no CIEP que funciona a Escola Municipal de mesmo nome, além do Espaço Criança Esperança, uma conceituada academia de boxe e diversos cursos profissionalizantes.
A professora Tania Regina pede que os alunos do ensino fundamental da turma 1401 peguem seus crachás. Neles estão escritos os nomes que as crianças gostariam de ser chamadas durante a dinâmica do programa Amigos do Zippy: Maradona, CR7, Guigui, Barbie…

Tia Taninha, como a professora é chamada durante o encontro com Zippy, começa a interação com uma música feita por uma das crianças:

Somos todos amigos do Zippy
Por isso ele é um bom companheiro
Zippy é um bom companheiro
Ninguém pode negar

Às vezes a timidez atrapalha uma ou outra participação, mas basta um olhar carinhoso da “Tia”, seguido de palavras de incentivo, para a criança se soltar. A dinâmica segue com contação de histórias e debate sobre como os personagens podem agir nas situações apresentadas. O programa ensina a abrir o “leque de opções” para as crianças escolherem a melhor estratégia para o momento.

“Usamos bonecos de papel para um dos trabalhos de grupo e muitas vezes a criança transfere sentimentos próprios ou de pessoas conhecidas para o personagem, facilitando o reconhecimento das emoções que estão represadas e que precisam ser trabalhadas”, conta a professora capacitada pelo Amigos do Zippy.

Tania Regina conta que a sala de aula de 32 alunos está sempre cheia – na ocasião somente dois estudantes estavam ausentes. Segundo a professora, com todas as dificuldades que a comunidade escolar enfrenta, o programa AZ contribui e muito com a queda na evasão escolar e na melhora dos resultados acadêmicos.

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Tia Taninha e seus alunos na aula do Zippy

Em visita recente a duas escolas do Rio de Janeiro, Jeppe Kristen Toft, da Dinamarca, um dos participantes do desenvolvimento do Amigos do Zippy menciona:

 

“Há cerca de 17 anos atrás eu era parte da equipe que fazia a introdução do Amigos do Zippy para as crianças e as escolas ao redor do mundo. Hoje fico muito feliz em ver que o programa está vivo e próspero não apenas na Europa, Ásia e também na América do Sul, no Brasil e no Rio de Janeiro!
Sabemos que as crianças de todo o mundo precisam basicamente das mesmas habilidades socioemocionais a fim de crescerem saudáveis. Fico emocionado ao ver como os professores, de diferentes partes do mundo, são capazes de extrair um aprendizado partindo do mesmo material e ajudar as crianças no desenvolvimento dessas habilidades aplicadas ao seu contexto socioeconômico e cultural.
Eu me senti muito privilegiado por visitar duas das escolas, de áreas vulneráveis do Rio de Janeiro, onde o programa está em execução. Vi alunos e professores interagirem com conceitos emocionais complexos e pude ver as crianças serem capazes de se expressar em um ambiente saudável, honesto e de aceitação. Isso é necessário para as crianças de todo o mundo, especialmente em locais com recursos limitados. Desejo que muito mais crianças possam, ainda, ser beneficiadas”.

Saúde mental e desempenho acadêmico
A saúde mental é um campo que vem se desenvolvendo desde meados do século XX. Entre 1995 e 2000 o chileno Juan Casassus participou de uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) em 14 países, incluindo o Brasil, sobre a qualidade da educação na América Latina (Entrevista com Juan Casassus, Revista Nova Escola, Edição 218, dezembro/2008).
O estudo resultou na publicação intitulada ‘A Escola e a Desigualdade‘ e analisou fatores que favorecem o bom desempenho escolar. O aspecto que mais chamou a atenção foi a escola ter um ambiente emocional adequado, fruto do bom relacionamento dentro da sala de aula.
A professora Barbara Scofano, da Escola Municipal Embaixador Ítalo Zappa e tutora do AZ, acredita que o ambiente emocional saudável promovido pelo programa favorece o aprendizado.

“Ao trabalhar as questões afetivas, na medida em que o programa possibilita trabalhar o emocional com maior autonomia, o sujeito amplia suas possibilidades, uma vez que aquelas dificuldades que interferem na atenção são elaboradas, favorecendo a autoestima e a segurança emocional desse aluno. Quando o aluno trabalha suas dificuldades com autonomia, ele se torna autônomo também para sua aprendizagem, isso garante um suporte para a vida adulta, onde este adulto terá maiores ferramentas para resolver suas questões socioemocionais.”, afirma a docente.

O conceito de saúde mental, ainda em progresso, incluiu a promoção do desenvolvimento emocional e social de crianças e jovens, proporcionando uma vivência mais saudável e positiva como um todo. Ao invés de focar em um ‘problema específico’, deve-se desenvolver recursos internos nas crianças, para que elas saibam como agir diante de situações difíceis.
A Unicef lançou, em 2012, o material ‘Competências para a vida : Trilhando Caminhos de Cidadania‘ para incentivar a implementação de ações focadas nos adolescentes brasileiros. Ações que apoiem o desenvolvimento integral dos meninos e meninas, contemplando sua diversidade, ao invés de enxergá-los sempre como problema. Uma das partes do material (Parte II, pág.14) trabalha as competências para a vida: formação de identidade, interatividade e construção da autonomia.
O AZ começa a trabalhar os aprendizados atitudinais relacionados a 2 dos 4 pilares da Educação no Século XXI antes mesmo da adolescência: ‘Aprender a Ser’ e ‘Aprender a Conviver, que fazem parte do relatório Educação: Um tesouro a descobrir (Unesco, 2010). As atividades do programa estão diretamente ligadas às competências relacionadas ao conteúdo do material da Unicef, com o diferencial de serem formatadas para crianças de seis a sete anos de idade.
Esses recursos são valiosíssimos para todas as crianças, especialmente aquelas que são educadas em áreas de conflito. Diversos estudos já comprovaram que alunos de escolas localizadas em regiões violentas normalmente têm pior rendimento escolar. Em série publicada no Globo em junho do corrente (‘Educar em áreas de conflito’), o jornal mostra as dificuldades e soluções aplicadas pelas escolas para suavizar o problema.
O programa AZ é citado como estratégia de sucesso na melhor escola pública do Rio, a Escola Municipal Haydea Vianna Fiúza de Castro, localizada na Favela do Aço, no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste da cidade. Na região, milicianos estão em constante confronto com traficantes de comunidades vizinhas e a violência impacta o cotidiano de alunos e professores.
O primeiro ciclo do ensino fundamental da escola conquistou, em 2013, a média 8,7 no Ideb, o principal indicador de qualidade de ensino do MEC. Para alcançar o resultado, a professora Maria Lúcia de Oliveira conta ao jornal que foi capacitada pelo programa Amigos do Zippy, para poder trabalhar o lado emocional das crianças para que elas enfrentem os frequentes conflitos externos ou domésticos com mais facilidade.

Atividades socioemocionais são reivindicadas para o currículo escolar comum e aquecem debate da Base Nacional Comum Curricular (BNC)
Em setembro deste ano o repórter Eduardo Vanini, do Globo, fez a cobertura da segunda edição do Seminário Educação 360, que aconteceu de 11 a 12 de setembro do corrente no Rio de Janeiro. Um dos temas que foi debatido no evento foi a inserção de habilidades como equilíbrio emocional e trabalho em equipe no currículo escolar.
Especialistas defendem que atividades de cunho socioemocional são imprescindíveis para que os alunos saibam se relacionar, trabalhar em grupo e controlar as emoções. É preciso combinar as habilidades tradicionais aos tópicos socioemocionais, que representam o que as crianças precisam para ter sucesso não só acadêmico, mas na vida.
Sobre a importância da inserção da Educação Socioemocional na BNC, a diretora Cristina Maria, da E. M. Raul Riff, participante do AZ, declara que:

“seria uma conquista social, pois é crucial para encontrarmos um entendimento nacional em torno do que é importante no processo de desenvolvimento dos estudantes brasileiros na educação básica”

No mesmo sentido, o Ministério da Educação (MEC) considera um dos desafios contemporâneos da educação brasileira a ampliação do tempo, dos territórios e das oportunidades educacionais nas escolas para garantir e qualificar a aprendizagem dos alunos na perspectiva da Educação Integral e Integrada.
O modelo de educação infantil na Finlândia, por exemplo, defende a aprendizagem focada nos jogos e nas brincadeiras. Os finlandeses acreditam que é desta forma que as crianças podem expandir os seus potenciais tanto para desenvolver a linguagem e para aprender a fazer contas quanto para conviver com os outros de forma positiva.
Nas atividades do Programa Amigos do Zippy, explica a coordenadora Miriam Guimarães, “os jogos e brincadeiras têm seu papel e são construídos com o objetivo constante de valorização da diversidade de ideias e opiniões, buscando e propondo a ação colaborativa das crianças, com foco na apreciação das diferenças, no conceito de que em grupo somos melhores e que cada um tem algo a contribuir, sem a necessidade de um superar o outro, mas sim superar a si mesmo e contribuir com o todo.”
Escolas públicas em diversos estados do Brasil já desenvolvem um currículo que abrange autoconhecimento e sociabilidade como parte do ciclo complementar opcional da Educação Integral e Integrada – conteúdos e instrumentos de políticas dos Programas Mais Educação e Programa Saúde na Escola do Ministério da Educação (MEC).

“Quando a Educação Socioemocional entrar no currículo comum, uma grande discussão será aberta e ampliada nas universidades, que hoje já refletem sobre esses aspectos na chamada Educação Integral. A busca por práticas exitosas terá espaço e os professores contarão com melhor preparo em sua formação, que, apoiada num modelo educacional do Séc. XVIII que não serve mais, exige claramente outras abordagens pedagógicas”, declara Guimarães.

Em 16 de setembro deste ano, quando o MEC lançou o documento preliminar da BNC, foi aberto o debate público sobre o que cada estudante deve aprender a cada ano letivo. Após a consulta pública com sugestões que são enviadas pelo site da BNC, o texto será submetido ao parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE).
A meta é concluir o processo até junho de 2016, prazo definido pelo Plano Nacional de Educação em 2014. O texto preliminar redigido pelo MEC busca a padronização de pelo menos 60% do currículo e vai reformular o ensino para todos os alunos das 190 mil escolas da Educação Básica no país.
Como forma de diminuir as desigualdades no país, instituições como a ASEC estão reunindo esforços para inserir na BNC as competências do século 21, entre elas as atividades socioemocionais, para garantir maior conexão entre o que se aprende na escola e as habilidades que os alunos precisam para perseguir seus projetos pessoais.
“Integrar a Educação Socioemocional na BNC significaria uma conquista para a ASEC, que vem buscando e trabalhando por essa inserção há mais de 10 anos . A contribuição da ASEC é disponibilizar metodologias de ensino que ofereçam resultados reais para as crianças, como por exemplo o Programa Amigos do Zippy que tem reconhecimento internacional na área e está em 30 países no mundo”, destaca Miriam Guimarães.
No Brasil, isso significa a possibilidade concreta de obtermos uma sociedade com mais recursos para lidar com seus conflitos e diferenças, de forma positiva, solidária e inclusiva. Termos uma sociedade mais humanizada, sem a necessidade da violência como única reação à divergência ou adversidade. “Não se tira a violência sem oferecer instrumentos que a substituam como recurso”, afirma a coordenadora.

BCN – O texto preliminar, elaborado pelo MEC, afirma que é essencial trabalhar na Educação Infantil experiências de aprendizagem que permitam que as crianças interajam com pessoas, objetos e situações, atribuindo-lhes um sentido pessoal, promovendo, assim, uma melhor apropriação dos conteúdos relevantes.

Amigos do Zippy – O programa não só promove dinâmicas que ensinam os pequenos a lidarem com as dificuldades do dia a dia, a identificarem seus sentimentos e conversarem sobre o que estão sentindo para lidarem melhor com as situações, como incentiva-os, também, a interagir de maneira saudável e a buscar e oferecer apoio quando necessário, a pensar por si mesmos, estimulando um comportamento solidário e expandindo sua capacidade emocional, social e de aprendizagem.

Para ler a versão publicada pela ASEC: Boletim 5 anos de Amigos do Zippy no Rio de Janeiro.

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Eu e meus filhos de pano na Roda Criativa #oficina #evento #LiteraturaInfantil

eu_SaborLiterário

.:. Mais fotos aqui .:.

 

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Aprender a desaprender [ou chega de mais do mesmo]

Vou começar a mensagem com uma das minhas citações preferidas, que ouvi durante uma aula de Educação para a Sustentabilidade durante o mestrado na Flórida.

“Uma mudança de consciência, que é vital para a mudança de comportamento, é muito difícil de alcançar e exige o processo desafiador e lento de desaprender e reaprender.”
Professor Robert Farrell
Florida International University

Hoje fazendo minhas pesquisas dei de cara com o blog de quadrinhos do Gus Morais, que me fez lembrar imediatamente do Professor Farrell. Gus é ilustrador de revistas e livros para diversas editoras e atualmente ilustra as tiras da seção “Bytes de Memória” publicada no caderno TEC da Folha de São Paulo.

gusmorais

Vale a pena ler a tirinha inteira, que nos faz sentir o cansaço de ter mais do mesmo.

Educação para a Sustentabilidade é educar para um mundo mais justo. Ela envolve os pilares econômicos, sociais e ambientais. O ato de educar vem recebendo cada vez mais críticas, entre elas destaco a falência do processo de aprendizagem: escolas consideradas “máquinas de triagem” ou reprodutoras do status quo….  Elas deveriam ser ferramentas de transformação social e se transformaram em uma fábrica de força de trabalho. Força essa utilizada por governos para a busca incessante pelo poderio econômico no mercado globalizado – escravizando e sufocando talentos individuais – e até mesmo a Guerra. Estamos no Século XXI, mas a Educação ainda está nos moldes ultrapassados. Continuamos formando gerações para servir este sistema econômico massacrante e injusto.

E com pouca capacidade crítica e de transformação…

Que tal começarmos a desaprender?

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Minha pegada ecológica

O quanto seu estilo de vida demanda da Natureza?A “Pegada Ecológica” ou Ecological Footprint em inglês, é um indicador de sustentabilidade ambiental. O índice examina a dimensão dos impactos negativos que as atividades exercidas por nós causam junto às fontes naturais. Cada estilo de vida demanda uma certa quantidade de matéria e energia da Natureza, produz resíduos e provoca emissões de gases que desestabilizam o meio ambiente.

A organização sem fins lucrativos Center for Sustainable Economy disponibiliza no site http://www.myfootprint.org um teste para medirmos o impacto que causamos no meio natural. Além de mudarmos pequenos hábitos – o que já ajuda bastante – também podemos neutralizar nosso impacto investindo em projetos ambientais. Os projetos são diversos: recuperação florestal, projetos de geração de energia limpa (eólica, fotovoltaica, biomassa, solar e outras formas), aterros sanitários, entre outros. O teste também está disponível em português no site da WWW Brasil, mas como no momento a ferramenta está sendo reformulada, eles indicam o site da Global Footprint Network (GFN).

Fiz o teste há 3 anos atrás e descobri que se todos tivessem meu estilo de vida precisaríamos de mais 30% da Terra, (Ecological Footprint = 1.30) porque uma só não segura! Hoje repeti o teste e o resultado foi de 1.14, reduzi minha pegada em 47% nos últimos anos. Nada mal.

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O resultado pode ser conferido clicando abaixo:
Quiz results: Ecological Footprint Quiz 

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Rio+20: Books on Sustainability

Descriptive Review*

Book

Plan B 4.0: Mobilizing to Save Civilization

by

Lester Brown

“The relationship between population and natural systems

 is a national security issue, one that can spawn

conflicts along geographic, tribal, ethnic, or religious lines”

Lester Brown

Lester Brown’s Plan B (2009) is about goals to stabilize climate and population, eradicate poverty and restore the earth’s damaged ecosystems. He does not focus on education, but on a change of the economy to move towards a path of sustainability. He thinks that governments should pay attention to two fundamental policy changes: restructuring taxes and reordering fiscal priorities. Brown says that the first political step to take action is to elect leaders who support positive environmental and social initiatives. And the first personal step is to pick an issue that is important and focus on educating yourself and others about it. The book is practical as it lays out a set of solutions.

Descriptive Review

Chapter 5 provides specific data on countries that are ahead on renewable energy.  It also gives general information about each of the energy types. According to Brown the shift to renewable sources of energy is moving at a pace and on a scale we could not imagine even two years ago. I was surprised to know that energy transition is under way. Plan B goal for developing renewable sources of energy by 2020 is to reduce worldwide net carbon dioxide emissions by 80% replacing all coal- and oil-fired electricity generation with renewable sources (wind, solar and geothermal energy). He says the shift is plausible, but we must do it in wartime speed.

Another chapter that caught my attention was chapter 7 on “Eradicating Poverty and Stabilizing Population”. The author cites “Bolsa Família”, a Brazilian program “that offers poor mothers up to $35 a month if they keep their children in school, have them vaccinated, and make sure they get regular physical checkups” (p. 169). As a Brazilian citizen, the issue here is that public services are chaotic in the country. To really increase health levels and for the program to be effective it is necessary that the Brazilian government provide more and better basic education, health services, welfare services and initiatives for inclusion in the labor market. The conditionalities can work as inducements but if the basic services are not offered, it does not make a real difference. Despite the popularity of the program, I consider it a palliative. It is necessary to adopt long-term measures to really end poverty and change the citizen’s life.

I read two articles recently that focused on how socioeconomic status can affect education. Tarabini’s (2010) text discoursed about education and poverty, while Marie et  al’s (2008) article discussed the roles of cultural identity and social disadvantage in educational achievement. I believe this is one more reason why poverty is on the top of the UN Millennium Development Goals. However, The Millennium Development Goals (MDGs) Report 2009 stated, “major advances in the fight against poverty and hunger have begun to slow or even reverse as a result of the global economic and food crises” (http://www.un.org/millenniumgoals/). The United Nations thinks the solution is to strengthen global cooperation and solidarity to reach the MDGs.

I truly rely on civic participation for the campaign to succeed. Unfortunately action is on the government’s hands, as Lester  Brown would reinforce “elect the right leaders”. There must be strong political commitment to really have a shift. I also believe that for a proposal like the United Nations’ MDGs to be fruitful, it should impose strict penalties against ‘violators’. A good example is the Kyoto Protocol. The Kyoto Protocol’s Compliance Committee decided to make the targets legally binding and enforceable. As Brown asserts poverty is inherited, he says that the solution to break the culture of poverty is education. Education has several impacts on eradicating poverty and stabilizing population. When female education rises, fertility falls. Basic education tends to increase agricultural productivity. And informing and educating the youth is more effective to conduct health campaigns to prevent diarrhea or AIDS, for instance.

Population growth and lack of resources, fertility rates and education, they are important issues for sustainable development and social justice. Brown thinks the most alarming trend in the world is population growth. Shrinkage of resources rises with population growth and is the main source of social tension leading to political tension, conflict, and social tragedy (Brown, 2009b). “The relationship between population and natural systems is a national security issue, one that can spawn conflicts along geographic, tribal, ethnic, or religious lines” (Brown, 2009b, para.11). All Plan B goals are connected, like the web of life. They are all social issues by nature and achieving them is achieving social justice. The actual economic model is the major villain of us all. As to Brown (2009) “Eradicating poverty is not only the key to population stabilization, political stabilization, and a better life, it also provides hope” (p. 242).

Brown suggests three models of social change: the catastrophic model, the gradual change model and the sandwich model of social change. I agree with the author that the sandwich model is the most attractive one. But if we do not awaken we will end up facing the catastrophic model. Since information is in the center of this big change Brown is addressing, I cannot help myself from interpreting his ideas into learning, learning, learning. He says we need to restructure the global economy immediately. And the most important thing we should do to start this is to get informed. Read about the social issues we have been facing and engage in social discussions.  If the jargon “think globally, act locally” is put into action, we can start the change. His analogy between World War II and the need for a change now is enlightening: “The United States completely restructured its economy within months once it decided to enter World War II, changing the course of the war. We, too, can change the world, but we need to start now”, Brown says.

I will graduate from my Master Degree in International/Intercultural Education wanting to change the World just like Lester Brown, at wartime speed. I started the courses last year in International and Multicultural Education and ended up falling in love with Global Change and Sustainable Futures. To know is to suffer, but more than that, knowledge inspires, sets us free and it is an addiction.

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* FLORIDA INTERNATIONAL UNIVERSITY /  COLLEGE OF EDUCATION / Miami, Florida / A paper submitted in partial fulfillment of the requirements of the course EDF 7937 to Professor Robert Farrell – Spring 2010

References

Brown, R. L. (2009b). When Population Growth and Resource Availability Collide. Earth Policy Institute. Retrieved September 18th, 2009 from http://www.earthpolicy.org/Books/Seg/PB3ch06_ss5.htm

Brown, Lester R. (2009). Plan B 4.0:  Mobilizing to Save Civilization.  Washington,

D.C.: Earth Policy Institute.

Marie, D., Fergusson, D. M., & Boden, J. M. (2008). Educational achievement in Maori: The roles of cultural identity and social disadvantage. Australian Journal of Education, 52(2), 183-196.

Tarabini, A. (2010). Education and poverty in the global development agenda: Emergence, evolution and consolidation. International Journal of Educational Development 30, 204-212.

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Rio+20: Fronteiras Verdejantes

Há dois anos atrás fui visitar uma amiga em Nova Iorque no mês de abril e conheci uma espanhola durante o vôo. Ela nos ouviu falando português e assuntou, pois estava aprendendo a nossa língua. No meio da conversa recomendou o musical Fela! (http://www.felaonbroadway.com/) e a recomendação foi tão apaixonada que nem titubeamos em conferir.

O musical conta a história verídica de Fela Kuti, o lendário ativista e músico Nigeriano que foi precursor do Afrobeat. Sua paixão inspirou uma geração inteira e continua inspirando. Influenciado por sua mãe Funmilayo Ransome-Kuti, professora e ativista política  pelos direitos das mulheres, desafiou um governo militar corrupto e opressor usando a música como instrumento de luta em favor da liberdade e dos direitos humanos.

Em uma de suas músicas, “Teacher Don’t Teach Me Nonsense”[1], Fela entoa “If good-u teacher teach-ee something”[2]. Pelo visto Fela concordaria com Mencken, o jornalista polêmico citado no post Rio+20: Pensando na Terra (#2): todas as escolas deveriam ser queimadas e os professores que com ela reproduzem o status quo, enforcados…

Fela! me fez refletir sobre Educação e o papel dos professores. A marketização da Educação (globalização, valorização de rankings, imposição de linearidade x organicidade, modelo educacional mecânico que fomenta o conformismo) nos afasta do que é realmente importante. E os professores se transformam em reprodutores do status quo.

O livro de Orr Earth in Mind  (2004) citado no último post – que fala sobre a necessidade de um novo currículo educacional nesta nova era, de uma mudança de pensamento para um mundo mais sustentável – chama atenção, no capítulo 7, para o fato de que nem os prédios acadêmicos são arquitetonicamente projetados para facilitar o aprendizado. Eles confinam, ao invés de libertar os alunos para experimentar o mundo e fazer as conexões necessárias para desenvolver a criatividade que a vida requer.

Assim como a publicação de Orr, o livro “Green Frontiers: Environmental Educators Dancing Away From Mechanism[3]” (2008), de Gray-Donald e Selby, também defende o iluminismo ambiental. O livro reúne ensaios de diversos autores, misturando histórias e experiências pessoais com conceitos, o que muito me agradou.

A primeira parte do livro, intitulada “What are our bearings?”[4], questiona o conceito de Educação Ambiental, declarando que experiências pessoais e outras formas de influências formativas são a verdadeira chave para despertar nas pessoas um comportamento positivo em relação à Natureza. Não a escolarização.

No capítulo “Narratives of Exploration”[5], Gray-Donald diz que acredita que exista uma variedade imensa de material sobre Educação Ambiental mundo afora (pág. 14).  Em diversas línguas. Eu não pude deixar de discordar ao fazer comparações com o Brasil. O próprio livro dele não está disponível nas livrarias brasileiras…

Além disso, muitos dos conceitos debatidos durante o curso eu não pude encontrar em português.  Não que aqui nós não damos a devida importância ao assunto, mas creio que o tema ainda esteja avançando devagar.

Os livros mais interessantes sobre ecologia e sustentabilidade não são traduzidos para o português, ou então não são nem vendidos. O material que encontro na rede é restrito aos textos acadêmicos.

O fato de a ecologia ter sido ligada aos ecochatos durante muito tempo também contribui para a falta de disseminação das ideias. O público em geral não tem acesso a conteúdo sério, de qualidade e com linguagem simplificada.

Até arrisco dizer que na América Latina a consciência pelos tópicos ambientais  é ainda menor do que na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália. Tanto que a Educação Ambiental ainda é muito fraca nos currículos escolares, principalmente nas escolas públicas.

E vista como assunto secundário.

Você sabia…

Que a mãe de Fela foi a primeira ativista feminina da Nigéria e a primeira mulher a dirigir um automóvel no país?


[1] Tradução livre – “Professor, não me ensine bobagens.”

[2] Tradução livre – “Se você é bom, professor, me ensine algo que preste.”

[3] Tradução livre – “Fronteiras Verdejantes: Educadores Ambientais Fora do Sistema”

[4] Tradução livre –  “Quais os nossos limites?”

[5] Tradução livre – “Narrativas da Exploração”

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Bibliografia:

Gray-Donald, James and David Selby. eds. (2008).  Green Frontiers:  Environmental Educators Dancing Away from Mechanism.  Rotterdam: Sense Publishers.

Orr, D. (2004). Earth in Mind. On Education, Environment, and the Human Prospect. Washington, D.C.: Island Press.

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Rio+20: Pensando na Terra (#2)

“Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire

“Earth in Mind – On Education, Environment, and the Human Prospect”, de David Orr (2004) ou “Pensando na Terra – Em Educação, Meio Ambiente e a Perspectiva Humana”[1], é um livro que fala essencialmente sobre Educação para a Sustentabilidade criticando o sistema educacional norte-americano, o capitalismo e a globalização. As perguntas feitas pelo autor na introdução (Introdução, pág. xii) que mais me chamaram a atenção foram:

  1. Como preparar a juventude para discernir o que é importante culturalmente?
  2. Como preparar os jovens para que compreendam sistemas, padrões e contextualização numa sociedade distraída pelo entretenimento e que tende à especialização?
  3. Como equipar as novas gerações para que dêem valor aos alimentos saudáveis?
  4. Como ensinar o valor da lei numa sociedade injusta?
  5. Como ensinar democracia, equidade, cidadania e valores sociais?

E a pergunta que pode sintetizar todas elas: Como ensinar esses cidadãos a honrar o planeta e a pensar criticamente se os confinamos dentro de bolhas reprodutoras do status quo?

Vivemos numa sociedade autodestrutiva com valores distorcidos, o que faz com que todas essas perguntas sejam ainda mais desafiadoras. O autor chama atenção para uma reflexão sobre a educação formal vigente, lembrando que somos todos aprendizes durante toda a vida, como John Dewey (2007) já defendia.

Essa educação continuada vai contra a ‘pedagogia do oprimido’, como chamava Paulo Freire. Freire foi o mentor da educação para a consciência e dizia que o objetivo da escola é ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder transformá-lo.

David Orr (2004)  chama atenção para a as mudanças ecológicas que o mundo vem enfrentando. Ele afirma: “Contrariando todas as probabilidades, os contornos de uma iluminação ecológica global começaram a surgir.” (Introdução, página xiv).

Esta declaração é especialmente interessante e foi tema do post de 1o  de fevereiro de 2010 no meu antigo blog, que intitulei Iluminismo Ambiental: Você tem sede de que? Você tem fome de que?. A reflexão chamava atenção para a necessidade de uma mudança de valores em relação ao conhecimento  da humanidade e citando meu professor de Educação para a Sustentabilidade: “Uma mudança de consciência – que é vital para a mudança de comportamento – é muito difícil de alcançar, e exige o processo desafiador e lento de desaprender e reaprender.” (Robert Farrell, debate em sala de aula, 2010).

Tirando o fato de que nossa sociedade está questionando cada vez mais os valores socioeconômicos que surgiram com a globalização, políticos e formuladores de políticas públicas continuam aplicando esses mesmos valores aos sistemas educacionais.   Pablo Gentili, no livro Pedagogia da Exclusão: Crítica ao Neoliberalismo em Educação (1995), afirma que a globalização reforça o processo de alienação e alimenta a lógica excludente do capitalismo.

As escolas são reprodutoras do status quo e não desenvolvem o senso crítico dos alunos. Oferecem uma “educação bancária”, como denominou Paulo Freire.

David Orr no capítulo 3, “O Problema da Educação”[2], cita o jornalista americano H.L. Mencken que disse que bastava queimar todas as escolas e enforcar os professores para que o sistema educacional melhorasse[3]

“H.L. Mencken concluded that significant improvement required only that the schools be burned to the ground and all of the professorate be hanged.”

Termino minha reflexão com essa declaração fortíssima para começar a semana de forma polêmica.

Até breve!



[1] Tradução livre.

[2]  Tradução livre – ‘The Problem of Education” (Orr, 2004, p. 26)

[3] Tradução livre – “H.L. Mencken concluded that significant improvement required only that the schools be burned to the ground and all of the professorate be hanged.”

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Bibliografia:

Dewey, J. (2007). Democracy and education. Middlesex: The Echo Library.

Freire, P. (1921). Pedagogy of the Oppressed. New York: The Continuum International Publishing Group Inc.

Gentili, P. (1995). Pedagogia da Exclusão: Crítica ao Neoliberalismo em Educação. Petrópolis: Vozes.

Orr, D. (2004). Earth in Mind. On Education, Environment, and the Human Prospect. Washington, D.C.: Island Press.

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