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Falácias e vidas despedaçadas #futilidade #vida #amor #medo #verdade #vítima #coragem

Falam, falam
E choram
Vítimas do mundo
mundanas
Coitadas, sempre sofridas
Chamam atenção e competem
Querendo ser sempre ouvidas
Passam por cima sem pesar
Pensam que se ocupar é amar
Esquecem-se das vísceras
Das premissas
Do caráter
E da própria carne
Engolem tudo
e enfiam tudo
Goela abaixo
E choram
E reclamam
Não acham que
estão por baixo
Pobres mundanas
Vítimas do mundo
Não sabem ainda o que é o castigo.

.:. Faiscador .:.

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Uma pergunta que pode te deixar mais próxima(o) da #felicidade e fazer você lidar melhor com a ilusão da #liberdade

Recebi um e-mail de uma conhecida muito antiga que me cadastrou em um mailing list. Não tivemos nenhum contato constante, sequer convivemos parte importante de nossas vidas. Nos conhecemos numa incrível e emocionante apresentação, um show do grande músico e guitarrista Carlos Santana, em Atlanta, EUA, há uns 10 anos atrás. Ela está atualizando um blog como colaboradora e pincei uma pergunta das 50 que ela enviou e que realmente me chamou a atenção para dar uma filosofada durante a hiperatividade noturna.

A primeira delas logo me chamou atenção, mas a última é a única que faz realmente sentido pra mim. Para poder escrever com sinceridade tive que ler todas vencendo a preguiça da leitura dinâmica para realmente me apropriar de minha opinião, mas a verdade é que as outras não me fizeram refletir de verdade. A única que merece o pedestal é a tal da reta final:

  • Decisions are being made right now.  The question is:  Are you making them for yourself, or are you letting others make them for you?

E aí volto ao Samba da Bênção do Poetinha…

(…)

Feito essa gente
que anda por aí brincando com a vida
Cuidado, companheiro
A vida é pra valer
Não se engane, não
É uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem sem provar
muito bem provado com certidão passada em cartório do Céu assinado em baixo: Deus!
E com firma reconhecida
A vida não é de brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
embora haja tanto desencontro pela vida

(…)

E assim eu vou dormir tranquila hoje, depois de mais um dia cheio de surpresas, obstáculos e aprendizados. Uma coisa eu sei: não estou brincando com a minha vida, e essa sensação pessoal e absoluta me dá um conforto enorme. Minhas decisões são feitas por mim. Pelo menos esse conforto, em meio a tantos devaneios.

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Quebra-cabeça #amor #devaneio

Senti você no banheiro
Retrato do tudo
Não tomei banho o dia inteiro
Meu corpo desnudo

Faço um monte de coisas quando não estou com você. Mas o que mais faço é dar voltas no mesmo lugar. Pra nunca parar de pensar no que seria te amar…

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Dubai, é pra lá que eu vou:

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O lugar-comum de que nas redes sociais só tem pessoas felizes, populares e bonitas continua transbordando por aí. “Maior furada!”, um conhecido dizia. “Mete o pé!”, dizia outro mais bem-humorado. E lá seguia este último postando e curtindo no Instagram. Ah, tá, Instagram pode, porque é ‘cool’ para os ‘in’?

Besteira. No meu círculo tem lamentação, barraco e dor de cotovelo. Também. Outro dia mesmo desfiz amizade com uma moça que se excedeu dentro dos  meus padrões de loucura. A pobre coitada metralhava a ex-mulher de um amigo de tal forma, execrava quem dizia isso ou aquilo, amargava em sua vida pessoal com seu mural escancarado… Caiu no meu limbo virtual. E foi a primeira vez que tive tal atitude.

Tudo que acontece na vida real também acontece na virtual. E é possível controlar a privacidade nas duas modalidades de interação. E escorregar do mesmo modo, como acontece no dia a dia. Hoje em dia quem fala das mazelas das redes sociais corre o risco de expressar preconceito ou pouco jogo de cintura de não querer fazer amizade virtual com alguns Fulanos e Beltranas. Como na vida real. Só que ela nos faz pensar.

Chamo atenção pro fato de certa parte dizer que só existem pessoas fantásticas por estarem expondo a realidade nua e crua de não engolir a satisfação alheia. Eu custei a aceitar que o recalque é mais comum do que se pensa e vem carregado de pessimismo, inveja, ciúme ou despeito. Enfim, de toda sorte de sentimentos complexos que envolvem desgosto, melancolia, insegurança ou medo.

Sentimentos nada nobres que acometem os seres humanos e que muitas vezes os deixam em condição miserável. Uns conseguem lidar com eles brincando, outros já sofrem desesperadamente ou inconscientemente com esses ataques de pensamentos. Quem vive sua miséria particular não aguenta lidar com a coragem, otimismo ou flexibilidade alheias.

Ver o outro como um espelho conforta. É um alívio ver quem está próximo na condição de miserável. Há não muito tempo atrás uma amiga distante me surpreendeu durante uma sessão de terapia de mesa de bar. Ao invés de alegrar-se com minha volta por cima após [mais] um relacionamento falido, sugeriu-me ajuda profissional, pois minha autoestima estava no topo do Burj Khalifa.

Encerrei a noite de queixo caído, a sugestão virou bordão e fiquei pensando que antes de bater as sapatilhas deveria fazer viagem pra Dubai.

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