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#Inhotim: consumir o #contemporâneo e aguçar os sentidos #arte #ArteContemporânea

Incrível! Fantástico! Lugar mágico! Palavras usadas para descrever Inhotim, sempre que o assunto vinha à tona. Eu, que nunca tinha tido a oportunidade de ir, ficava imaginando, pesquisando na internet, tentando captar o que estaria por trás de palavras comuns, carregadas de sentidos de dicionário.

Tenho a alma inquieta. Não consigo ficar parada, me entedio facilmente e prefiro estar sempre ocupada com coisas que me instiguem. O aprendizado fascina e diminui a boemia que conforta no tédio ululante. Inhotim é isso: uma experiência fascinante, parque de diversões para a criança que existe dentro de mim.

E não é apenas uma experiência visual. É um encontro que nutre os instintos. Impossível não ser tocado no coração. Bernardo Paz declarou em reportagem ao El País: “Este lugar reúne duas coisas necessárias para a vida: a emoção e a sensibilidade”. E é isso. Tudo o que está lá te faz pensar e questionar aquilo que se vive.

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Inhotim é assim!

Minha viagem foi ainda mais completa, pois foi idealizada pelo professor de música clássica Rafael Fonseca. O Rafa, como é carinhosamente chamado desde que me iniciei na arte da conversação, é meu primo-irmão. Compartilhamos experiências de vida além do trivial por conta da comunhão de duas famílias, mas, principalmente, devido às afinidades de vida.

Rafa é amante do belo, do sensível, do conforto e da boa mesa. Ele fez parceria com o crítico de arte contemporânea Fabio Cypriano, professor da PUC-SP e crítico de arte da Folha de São Paulo, para montar um roteiro impecável: ouvir a Filarmônica de Minas com acústica perfeita na Sala Minas Gerais e comer no estrelado restaurante Gloutoun em BH; e visitar Inhotim.

O Fabio não é um crítico qualquer. Ele faz você ficar atento às mensagens das obras e filmes passam pela sua cabeça. O que mais me tocou em nossa caminhada artística foi quando ele destacou a importância de consumirmos o que é contemporâneo. Devemos dar mais atenção ao que é produzido em nossa época.

Como escritora infantil eu ainda estou penando para encontrar espaço em grandes editoras para ganhar capilaridade na distribuição e, assim, maior exposição. Admiro imensamente os clássicos, mas sinto que grandes ideias são deixadas de lado quando somente consumimos escritores já consagrados.

Inhotim te faz refletir! Sobre o que pensa, o que sonha, o que come, o que admira! Depois da viagem você não quer voltar a se enfurnar num apartamento de quarto e sala. Você quer continuar produzindo e cavando oportunidades que agucem os sentidos para escrever de forma diferente as próximas páginas do livro da vida.

Serviço

RF Viagens Musicais
Filarmônica de Minas, Inhotim e Pampulha
Informações: rf.viagensmusicais@gmail.com / WhatsApp 21-9-9627-2491 [Bernardino de Campos]

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Viver a vida <3 #Liniers #aventura #quadrinhos #HQ #tirinhas #viver #coragem

Quanto mais eu vivo, mais eu vivo!

Liniers é demais!

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Inspiração: o mergulho no eterno AMAR

A inspiração é uma Deusa. Sim! Mulher Divindade.
Um mito para quem não tem a genialidade do sacrifício.
E escreve quando tocado.
Uma doença, que só cessa quando expurgada cada palavra profunda e carnal, que chega perto do que sente as entranhas.
 
A inspiração não é o amor, é o amar.
É a dor lancinante do prazer que o amor provoca.
No momento de gozo carnal profundo.
O amor é fraternal. Nunca é amputado.
Vira cama pronta, numa casa segura.
 
Já o amar é lascivo.
Não encontra terreno confortável.
Encontra obstáculos e abismos escuros.
É o beijo roubado sendo reprimido.
As palavras sussurradas no ouvido…
 
A troca de fluidos com hora para acabar.
O olhar proibido da despedida, sem que a presença deixe cada pedaço; até que a última gota da taça de veneno adormeça a psique de quem padece.
Não encontra solidão no mundo dos mortais.
Pois é a solidão da alma, mente e espírito.
 
A inspiração é o amor com desejar, não tendo.
Sem AMAR é impossível desenhar a mais linda peça.
É impossível seguir em frente no escrever.
Pois a inspiração é a Deusa do amar, mesmo que doa.
Mesmo que cale.
 
Divindade do amar, mesmo que longe.
Serva do sentimento, mesmo escondido em cada canto.
Porque ela não morre, assim como o amar não morre.
A imagem do mergulho no vazio sem querer saber. Se ladrilho ou água.
Sem querer que acabe. A inspiração é uma Deusa.
 

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Aprender a desaprender [ou chega de mais do mesmo]

Vou começar a mensagem com uma das minhas citações preferidas, que ouvi durante uma aula de Educação para a Sustentabilidade durante o mestrado na Flórida.

“Uma mudança de consciência, que é vital para a mudança de comportamento, é muito difícil de alcançar e exige o processo desafiador e lento de desaprender e reaprender.”
Professor Robert Farrell
Florida International University

Hoje fazendo minhas pesquisas dei de cara com o blog de quadrinhos do Gus Morais, que me fez lembrar imediatamente do Professor Farrell. Gus é ilustrador de revistas e livros para diversas editoras e atualmente ilustra as tiras da seção “Bytes de Memória” publicada no caderno TEC da Folha de São Paulo.

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Vale a pena ler a tirinha inteira, que nos faz sentir o cansaço de ter mais do mesmo.

Educação para a Sustentabilidade é educar para um mundo mais justo. Ela envolve os pilares econômicos, sociais e ambientais. O ato de educar vem recebendo cada vez mais críticas, entre elas destaco a falência do processo de aprendizagem: escolas consideradas “máquinas de triagem” ou reprodutoras do status quo….  Elas deveriam ser ferramentas de transformação social e se transformaram em uma fábrica de força de trabalho. Força essa utilizada por governos para a busca incessante pelo poderio econômico no mercado globalizado – escravizando e sufocando talentos individuais – e até mesmo a Guerra. Estamos no Século XXI, mas a Educação ainda está nos moldes ultrapassados. Continuamos formando gerações para servir este sistema econômico massacrante e injusto.

E com pouca capacidade crítica e de transformação…

Que tal começarmos a desaprender?

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