Arquivo do mês: agosto 2014

O amor, o escritor e o viajante

Ambos solitários, têm momentos de reflexão profunda. O escritor mergulha em seus pensamentos procurando as palavras certas para expressar aquilo que precisa, realidade ou ficção. O viajante, nômade, passeia de um lugar para outro, vivendo histórias passageiras que vão fazendo parte da sua própria história. O escritor inventa amores e sabores em forma de palavras. O viajante saboreia as diversas vidas e ama calado em suas distâncias. Ambos estão sozinhos com suas experiências. Ambos sofrem cada qual sua solidão particular. O escritor quando encontra o viajante quer ouvir suas histórias. O viajante quando encontra o escritor quer contar sua trajetória. Um alimenta o outro e ambos no fundo só querem amar. É o encontro de duas almas famintas. Um viaja nas possibilidades, revivendo e inventando, floreando e refazendo a realidade. E assim vive outras vidas. As suas e as outras. O outro viaja nas aventuras que vive em cada esquina que dobra, cada rosto que (re)conhece, cada canto e cada falta que sente do que ficou para trás. E no que sabe que deixará no momento seguinte. Vive a sua vida com os outros, passageiros, em sua vida que passa também. Vidas inquietas e apaixonadas pelo novo e pelo velho. Pelo que ficou e pelo que virá. Dentro de cada um deles existe uma caixinha dourada, fechada de encaixe, que abre com uma palavra mágica, e que está guardada dentro do coração. Aqueles que cruzam suas vidas penetram essa caixinha e têm os momentos mais belos gravados para sempre em suas almas. E toda vez que precisarem amansar a tristeza, basta eles olharem pra dentro da caixinha e usarem a palavra mágica para se confortarem. E a palavra mágica é somente AMAR.

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