Arquivo do mês: junho 2014

Não é tentar #verso #poesia

Terê  Amar sozinho é desperdício
  Amor não é sacrifício
  Quero amar contigo, eu peço
  Se sozinha, me despeço
  E vou me encaminhar
  Pra sozinha me achar.
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Arquivado em Poesia

Keeping Calm #KeepCalm #blog #souvenir

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27 de junho de 2014 · 11:30

Amontoados #leitura #verso #poema

Amontoam-se pensamentos
Livros, caixas, garrafas,
Ilusões, desejos, quereres,
Amores, traições, prazeres…
 
Amontoam-se frustrações,
Tampinhas, bilhetes, marafas,
Trolhas, frustrações, trapaças,
Amizades, lealdades, desgraças…
 
Amontoam-se libertinagens,
Vadiagens, copos, remorsos,
Destroços, traquinagens, paisagens,
Relacionamentos, situações, sacanagens…
 
Amontoam-se vidas, bandidas, perdidas…
Amontoam-se sonhos, saídas, viagens….
Amontoam-se suspiros, lágrimas e… coragem.
 
 

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Arquivado em Arte, Ideias, Impressões

Finito ou Através dos tempos #crônica #prosa #conto #leitura #ficção

Eu tinha sido princesa. Eu tinha sido viúva.
E todas as vezes que eu voltava de uma viagem no tempo eu sentia falta das pessoas que haviam passado pelas minhas outras vidas.
Conhecidas, desconhecidas…
 
Eu tinha sido mãe. E dona de bordel. 
Tinha aposentado mais cedo e já tinha amado demais.
Morri cedo também, na flor da idade. E zombei do tempo, que outrora era meu aliado.
 
Em todas as viagens que eu fazia por ele em meus sonhos, voltava com uma história diferente pra contar.
Eu tinha a experiência da vida.
E também da finitude.
 
Acordei subitamente.
Levantei com vontade de ir ao banheiro e chorei.
Chorei porque fiquei pensando em você e contigo eu sentia a dor da falta do tempo. 
 
Tempo era justamente o que eu achava que não tinha muito mais quando acordada estava.
Com você o sentimento que ficava é que eu tinha muito amor pra dar.
E ele sufocado num canto qualquer pela falta de… Tempo…
Engasgado. Soterrado.
 
Então eu voltei pro travesseiro e não consegui parar de pensar. 
Veio a voz da poetisa cantando ‘Tempo, tempo, tempo, tempo’…
E se você tivesse aparecido pra reforçar exatamente isso? Que tempo é o que não tenho? 
 
Está na hora de se contentar com o que existe e usar o tal cuidado pra levar uma vida adiante?
Mesmo que sem muito amor?
O contentamento descontente?
 
Me lembrei do professor e de sua secretária.
Do quanto ele viveu e fez escolhas.
E morreu de uma hora pra outra, deixando sua gargalhada enorme preenchendo o espaço infinito.
 
E percebi que talvez a vida seja isso.
A busca incessante pela felicidade com as armas que dispomos.
Alguns arriscam, outros aguentam, pra superar e seguir em frente. 
 
Com o mesmo frescor de ter descoberto o primeiro amor? Nem sempre…

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Arquivado em Arte, Crônica, Prosa